segunda-feira, 7 de junho de 2010

Meditação – O caminho da plenitude e sabedoria




A meditação é o estado de não-mente. É na meditação que conseguimos chegar à plenitude do reconhecimento do espírito – de sabermos que somos uma entidade que possui com corpo aqui na terceira dimensão – a Terra. Muitas das coisas que falei em artigos anteriores como ser presente, como relaxar, usar energia a seu favor, perceber os múltiplos pontos de vista que podemos ter, nos livrarmos de sofrimentos, apegos, sabermos quem somos, para onde vamos e entender a lógica das coisas, além de desenvolver o amor interior e o auto-conhecimento, estão todas ligadas – todas podem ser atingidas através da meditação.

Se aprendêssemos a meditar desde crianças, muitos problemas seriam evitados. A meditação conduz o indivíduo ao auto-reconhecimento, à sabedoria e ao máximo potencial de seu ser. Todos nós possuímos um talento único, um dom único, que é exclusivo de cada um – ninguém mais pode ter. Somos seres semelhantes, interligados a uma rede cósmica, energética, que interage com todo o planeta, com todo o Universo. Muitas pessoas no mundo trabalham apenas para viver, possuem objetivos simples: ter um lar, alimentação, bem-estar, dar escola aos filhos, ter uma boa aposentadoria e eventualmente ter alguma experiência espiritual como ser humano.

Porém, somos na verdade seres espirituais que de vez em quando têm experiências humanas! Veja bem: “seres espirituais que de vez em quando têm experiências humanas”. Isso da uma idéia que existimos como espírito há muito, mas muito tempo. Deixa claro também que o período que estamos aqui encarnados como humanos é uma breve passagem de aprendizado e evolução. Há muitas perguntas a respeito disso, mas entenda da seguinte forma: existem diversas dimensões não-materiais. Existem dimensões onde a informação se dá por sons, outras por cores, por transmissão energética, enfim, e outras como a física, onde a matéria interage em suas aglomerações físico-químicas. Nessa última, a que vivemos temporariamente, todas essas interações são exatas, ou seja, podem ser explicadas pela ciência. A ciência é aplicável ao mundo físico, portando, não há como explicar cientificamente, nas teorias convencionais o funcionamento da alma, por exemplo. Hoje a física quântica já da demonstração de uma nova visão. É provado que o pensamento conduz ondas energéticas e que essas ondas não têm fim, elas chegam ao Universo. Usemos o exemplo da música. A música pode ser explicada através da matemática. Você a escreve em partituras para materializá-la, para imortalizá-la. Porém, cada nota musical soada, toca em nossos ouvidos de forma não material – são ondas – não há como explicar o efeito que o som provoca na emoção humana. Para quem é músico é mais claro ainda. O músico carrega consigo um dom de interação através do uso de seu instrumento, transmitindo sua forma de ser e pensar através da música e por isso que alguns músicos nos emocionam, pois recebemos de uma forma musical a expressão do artista. O músico sente, ele entende, percebe qualquer desafinação ou falta de harmonia entre instrumentos. Esse dom não é ensinado a ele. Na escola de música o indivíduo aprende a técnica, aprende a escrever e enfim, se a pessoa não possuir o dom musical ela será sempre guiada pela lógica – pelas partituras, pela escrita musical será um músico- mecânico. Até a pessoa leiga, em termos de instrumento musical, sente quando não há harmonia na música. Voltando a explicação inicial “seres espirituais que de vez em quando têm experiências humanas”, compreenda que nosso aprendizado como entidade espiritual se dá em vários níveis e com probabilidade de vários deles não serem terrenos – como podemos explicar talentos como o de Beethoven (século XVIII), ou como Einstein? São seres que possuem uma evolução espiritual elevada, não desenvolvida aqui no planeta. Usemos o caso de Jesus Cristo. Tamanha bondade, amor e sabedoria a mais de dois mil anos atrás seriam desenvolvidos por quem? Não por seus pais e nem por nenhum professor que ele tenha tido. Simplesmente e falando-se de Jesus, a maioria concorda que é um ser muito evoluído que encarnou como ser humano. Só entenda que ele não é o único. Existem muitos seres evoluídos, avatares, mestres, sábios, gênios e você, encarnados na Terra. O espírito, portanto, adquire ensinamentos em planos ou mundos diferentes e um deles é aqui na Terra. Ao encarnarmos ou habitarmos o corpo humano, por ser um “novo mundo”, uma nova forma de interação cósmica, material, energética, o conhecimento espiritual não é transmitido à mente e esse é o primeiro ponto que prova que não somos a mente. Por isso que ao nascermos e crescendo com a tradicional educação que temos, aprendendo a sermos “mentais”, enchendo a mente de informações, crenças, padrões de comportamento familiares, sociais, acabamos esquecendo por completo de quem somos. Na verdade com a tradicional educação que tivemos, nunca saberíamos realmente quem somos, qual nossa missão e nosso dom. É aqui que retornamos ao propósito – meditar.

Não se engane com o significado da palavra “meditar”. Alguns dizem: “vou meditar a respeito de determinado assunto”. Na verdade essa pessoa vai “refletir” sobre e não meditar. A meditação é o estado de não-mente, ou seja, a ausência de pensamentos. Se você descrever o que sente da meditação, não está meditando, pois você pensou. O que podemos ter são algumas idéias vagas ou alguns lampejos do que é o estado meditativo. Não explicarei nesse momento como meditar, mas sim, onde a meditação nos leva. Meditando, atingindo o estado de não-mente, nos sintonizamos com a Fonte, com o Universo. Podemos nesse estado profundo, conscientemente “sair do corpo”. O que acontece é que o espírito é algo como um fluído energético então, o deslocamento do corpo é parcial, mantendo apenas a ligação corporal como por um fio energético. No momento em que saímos do corpo, podemos vivenciar novas dimensões atemporais, podemos receber curas, podemos ter consciência da nossa missão e de quem somos. Porém, isso não é adquirido meditando uma ou duas vezes. Chegar nesse estado de consciência do espírito e “viajar” por outros planos é algo que requer certa evolução espiritual. Requer em si, abandonar a armadura criada pelas crenças, supressões, repressões, medos e libertar-se do corpo, permitindo a entrega total. Meditando simplesmente talvez requeira muito tempo até conseguir e é por isso que existem outros meios de “limpar” toda a sujeira do passado e retirar a armadura que nos cerca, como o renascimento, que é uma das principais vivências que recomendo, pela sutileza e real efeito que possui; mas existem muitas outras e, com efeito, igualmente libertador.

Existem muitas formas de meditação. A mais simples é simplesmente sentar-se de forma alinhada, podendo manter ou não os olhos fechados e relaxar por completo, abandonando a mente. Não é tão fácil.  Quando você começa a mente parece assustada, ela manda mais e mais pensamentos e se você permitir, quando se der conta, estará no passado ou no futuro planejando algo. No agora a mente não existe – não existe pensamento. Porém, você não pode lutar contra seus pensamentos, não poderá dizer a si mesmo: “para de pensar!”. Para que a mente pare você deve aceitá-la primeiro. Você aceita o fato “existem pensamentos” – preste atenção: “existem pensamentos” – é um estado alerta, você está presenciando, como uma terceira pessoa o fato de existirem pensamentos na sua mente e você está consciente que você não é a mente. O que você não pode, é se deixar levar pelos pensamentos. Deve manter um estado alerta, os pensamentos estão aí, querendo ganhar você, mas você os aceitando, aos poucos eles vão diminuir, sua mente vai se entregar e então você desfrutará sua presença total e consciente, estará em contato com a Fonte. Existe também uma série de técnicas de meditação. Algumas também de forma inerte, mas fixando olhar em algo, como fogo, água, outra pessoa ou você mesmo diante de um espelho. Cada uma dessas técnicas leva você por caminhos diferentes, mas a um mesmo resultado. Existem também as técnicas dinâmicas de meditação, onde através de danças, músicas, mantras, respiração, e outros, levam você ao desligamento mental.

A pessoa que, portanto, é aberta espiritualmente, pode usar a meditação como um meio de equilíbrio do corpo, mente e espírito. A meditação alinha os chakras, regulando o corpo físico e energético, trazendo paz interior, deixando a pessoa presente, no agora. A meditação é o meio mais fácil de ser estar no Agora e como já mencionei anteriormente é no agora que criamos nossas vidas, é um estado consciente, liberto de passado, de crenças, de apegos. É um estado de potencialidade pura, onde em contato com o Universo podemos com sabedoria, direcionar e criar nossas vidas, sintonizados à nossa missão aqui na Terra.  Você é único, você está aqui por um propósito, sinta-o aquilo que você faz com amor e que o tempo passa e você nem percebe, pois é prazeroso, provavelmente é sua missão. Mas tenha em mente que outro grande aprendizado comum a todos é servir e amar ao próximo. Se o que você faz lhe traz felicidade beneficia o seu semelhante, tenha certeza que estás no caminho! Medite, se liberte, se conheça e trilhe seu caminho com plenitude e sabedoria.


Vinícius Casagrande Fornasier

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Use a energia a seu favor



Quem não gosta daquelas fases onde acordamos cheios de disposição, energia de sobra, realizamos inúmeras tarefas, saímos na balada e ainda assim, sobra energia? Esteja atento! Fazer mais do que estamos acostumados a fazer pode nos levar ao stress com conseqüente baixa da imunidade, o que vai fazer você parar, queira ou não. Algumas das conseqüências podem ser bem simples, como alguma virose, gripe, depressão,... mas pode também, levar a ocorrência um acidente devido tanto ao stress, como a demasiada ansiedade.

É comum existirem pessoas que tem grande quantidade de energia, conseguem fazer, processar muitas coisas ao mesmo tempo. A energia pode ser tanto mental como física, onde se enquadra atletas, que possuem grande energia física. Porém, tratando-se de um atleta, a energia está na verdade mais relacionada à resistência em si, que é adquirida com o treino constante e obviamente alimentação adequada. Mas tanto a pessoa que usa o físico, como aquela que usa o intelecto, ambas dispõe e utilizam a energia Universal.

A energia vital é o que nos move, nos mantém vivos. Não é em si o espírito. Toda a vida na Terra é ligada como uma teia de energia, ligada a algo maior, a Fonte, o Universo, que nos dá a energia de acordo com a nossa necessidade real. Falo necessidade real, porque podemos usar ilimitadamente a energia Universal, porém, ela deve ter uso adequado, em equilíbrio com nosso corpo, mente e espírito. Nós recebemos a energia Universal de acordo com nossa “ligação” à Fonte. Isso significa estarmos ligados a ela, sintonizados. A pergunta é: fazemos isso de forma automática? Sim e não. Na verdade é nosso pensamento que nos conduz a isso. O pensamento positivo, o pensamento para o bem, para o amor, automaticamente nos conecta a energia Universal. Quando estamos em equilíbrio com o corpo, mente e espírito, recebemos a energia Universal em abundância e a podemos utilizar de forma ilimitada, desde que seja para o bem comum e em equilíbrio.

Os desequilíbrios de ordem corporal se caracterizam pelo descuidado com o corpo físico, podendo ser a falta de exercícios, má alimentação, vícios e exageros. Os de ordem mental são graves, pois a conseqüência do desequilíbrio mental leva às doenças do corpo e desligamento espiritual. Devemos ser conscientes que não somos a mente. A mente é um mero “computador” que possuímos que coordena as funções vitais no nosso corpo e nos auxilia na lembrança, na memória. Alguns podem se perguntar: mas se não somos a mente, quem somos? Como sempre digo: somos um espírito que optou em vivenciar e evoluir através da breve passagem aqui na vida terrena, habitando um corpo físico, que é movido pela energia vital e nutrido de energia Universal. Não somos a mente e, portanto, devemos sempre olhar para nós mesmos como se fossemos uma terceira pessoa. É estar consciente, presente e se auto-analisando, sentindo o que sente e o que pensa, é se perguntar: o que estou pensando? Porque penso isso se posso ser diferente? Porque sinto raiva (e qualquer outro sentimento), se posso ser amoroso, posso perdoar? Quando adquirimos a consciência de terceira pessoa (nós como espíritos olhando para si mesmo – corpo e mente), mudamos completamente a forma de pensar e agir. Mesmo assim, a mente pode nos enganar. Quando estamos num “breve” equilíbrio, cheios de energia, o ego mental pode nos levar a querer fazer mais e mais. Passamos a realizar mais tarefas, assumir mais compromissos. Passamos a utilizar energia mais do que o corpo suporta ou então até que a mente não consiga mais processar e entre em caos, levando então ao stress. Mas para a pessoa que sabe que não é a mente, o desequilíbrio momentâneo pode ser superado facilmente através da consciência do erro e pensamento positivo na cura. Através do pensamento positivo e confiando no poder que ele tem mediante a resposta do Universo aos nossos pensamentos, podemos fazer milagres. Já o desequilíbrio espiritual é algo sutil e que nos parece sem tanta importância, mas é tão decisivo quando o mental. Por sermos entidades ligadas ao Universo, mas que, de certa forma, autônomas e com livre arbítrio aqui na Terra, devemos ser gratos por podermos estar aqui e ter essa “liberdade”. Um dos principais aspectos da espiritualidade é sermos gratos por estarmos aqui. E quantas vezes reclamamos por isso e por aquilo, criamos intrigas, discussões por coisas pequenas, quando outros indivíduos, nossos semelhantes não possuem nem lar, nem comida, alguns nem família. A gratidão é o primeiro ponto.  O segundo é a fé. Devemos confiar no Universo (ou Deus – de acordo com sua crença). O terceiro, mais importante e difícil, é a conexão com o Universo ou Fonte. A conexão em primeiro lugar vai depender da consciência que somos um espírito, ou como expliquei acima, a consciência da terceira pessoa. A conexão com a Fonte se dá no momento em que conseguimos desligar momentaneamente a mente. Pessoas espiritualizadas fazem isso de forma simples, às vezes com um breve respirar profundo, fechando os olhos e deixando o corpo sutil entrar e se conectar a energia Universal. Mas o caminho para isso não é tão simples, requer meditação ou outras vivências como renascimento, biodança e quaisquer outras práticas que levem ao desligamento da mente, equilíbrio e conexão com a Fonte. De forma mais ampla, o amor à vida, ao próximo, ao planeta nos conduz automaticamente a conexão com a Fonte.

A busca do equilíbrio deve ser constante, estando de bem ou de mal com a vida. Se não estamos bem, queremos esse equilíbrio. Se estivermos bem, a busca também deve continuar e isso significa estar alerta, para não darmos espaço a exageros desnecessários.  O equilíbrio, portanto, deve ser a nível corporal, mantendo uma alimentação saudável, bebendo (álcool) de forma moderada e praticando exercícios de acordo com sua condição, além da massoterapia, que pode ser feita de forma regular, trazendo ótimos resultados, além de liberar energias estagnadas (principalmente para pessoas que não praticam muitos exercícios físicos) e desligando você do corpo e mente por um momento, claro, se você permitir. Mental, procurando estar sempre consciente e alerta aos seus pensamentos, buscando sempre nutrir sua vida com pensamentos positivos, não permitindo que nenhuma preocupação ou negatividade invada você. A saúde mental depende também de deixarmos a mente em standby por um tempo, ou seja, ter práticas que podem ser desde esportes, mas principalmente vivências relacionadas a meditação e espiritualidade que façam você desligar e entrar em contato com você mesmo e à Fonte. O equilíbrio espiritual que se dá no momento em que você está em constante conexão com a energia Universal, em concordância com sua missão de vida, com seus ideais, com seu ritmo vital, com gratidão, fé e amor. Viva uma vida plena, completa, desapegada, valorize tudo que você possui, de atenção a sua família, seus filhos, seus amigos, seu companheiro (a) e nunca esqueça de você mesmo. Você é primeiro lugar, você é quem direciona a energia a todas as ações, sentimentos e pensamentos de sua vida - use-a a seu favor!



Vinícius Casagrande Fornasier