quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Reflexões para um 2011 iluminado


Antes de escrever essa mensagem, fiz uma análise deste ano de 2010 e das reflexões de 2009/2010 que fiz há um ano.  Fiquei um tanto chocado em perceber como tudo que escrevi tornou-se realidade neste ano que passou. Esta semana, em uma de minhas meditações, tive algumas visualizações do que quero para o próximo ano que está por vir e fiquei muito feliz em perceber que 2011 será um ano muito abundante.

Abundância. O que é abundância para você? Você sente que sua vida é abundante? Pare e faça a si mesmo o seguinte questionamento: dando uma nota de 0 a 10, onde zero é nada abundante e 10 muito abundante, classifique sua vida nos seguintes aspectos: trabalho, dinheiro, felicidade, relacionamento, amor, saúde, espiritualidade, família, amigos e lazer. Você perceberá através dessa simples análise pessoal, o quanto abundante é sua vida. Provavelmente tenha alguns pontos em que você se considere pouco abundante. Seja o que for, pare e pense: Como posso acessar a abundância em minha vida? Por exemplo: muitos talvez pontuem trabalho como muito abundante, mas o dinheiro não. Ok. Agora analise: Eu amo meu trabalho? Estou fazendo o que realmente gosto? Ou estou trabalhando apenas porque não posso ficar sem trabalhar, pois preciso lutar para sobreviver? Com quantas coisas supérfluas você gasta seu dinheiro? Elas te trazem um benefício real? Muitas pessoas não se dão por conta que possuem abundância em família, relacionamento, amigos e saúde e consideram-se pouco abundantes no geral. Já parou para pensar em quantas pessoas não tem família? Ou em quantas pessoas não tem um lar, não tem comida, não possuem condições mínimas de saúde? Talvez você tenha uma vida muito abundante e nem perceba isso.

Independente dos exemplos dados, com certeza você perceberá que é muito abundante em muitos aspectos de sua vida, talvez um ou outro você considere que não, mas o que importa é perceber como muitas vezes deixamos que coisas pequenas nos abalem ou, como somos negativos. Muitos possuem crenças negativas ou padrões negativos de comportamento, que geram apenas um sentimento de pobreza, penúria, escassez, criando assim, sua realidade de vida. Se você deseja abundância, tem que se sentir abundante. Podemos ser, ter e fazer o que quisermos, tudo depende de nossos pensamentos e do bom senso em saber o que realmente precisamos, desejamos e sabemos, que tudo depende também e muitas vezes, de tempo. Exemplos: você deseja um bom relacionamento, mas parece que não existem mais pessoas descentes e você se decepciona, se fecha e cria uma crença negativa, sofre e tudo mais. Se você deseja amor, em primeiro lugar deve amar a si mesmo, que é o ponto que insisto em meus artigos sobre o assunto. Quando você se amar em solitude, se sentirá abundante em amor e logo essa freqüência de pensamento atrairá alguém na mesma sintonia. Você deseja viajar, ter mais lazer em sua vida, mas se você tem o pensamento de que a vida é uma luta, que trabalha muito e ganha pouco e assim por diante, como poderá realizar seus sonhos? Uma mudança de pensamento ajudará você! Primeiro, faça sempre o que gosta, nunca trabalhe por obrigação. Amar seu trabalho é imprescindível. Planeje! Como pode querer algo sem planejar (como uma viagem), sem economizar?

Se você deseja algo, deve visualizar, sentir como se já tivesse conquistado e saber que muitas vezes isso leva um tempo para se realizar. Além disso, deve manter esse sentimento, vivendo cada dia com este objetivo claro em sua mente. Isso lhe trará abundância, pois você sentirá o cheiro da conquista, trabalhará sabendo que chegará ao seu objetivo almejado, tudo é uma questão de mudança de pensamento, uma mudança de percepção, da escassez e pobreza para a abundância. Quando você trabalha com amor, quando você acessa a abundância e se sente abundante, coisas novas vão surgindo inesperadamente. Promoções, oportunidades, ganhos inesperados, ofertas de trabalho e enfim, a abundância estará presente em sua vida. Esses são apenas alguns exemplos do que podemos acessar em nossas vidas.

Quero que percebam como já somos abundantes e não somos conscientes disso. Essa simples percepção fará uma enorme diferença em suas vidas. 2011 será um ano ainda mais acelerado que 2010 e também posso assegurar que mais que nunca, o Universo quer que sigamos nosso caminho sagrado. Isso significa você se iluminar, fazer o que gosta, amar a si mesmo, se desfazer das velhas e falsas crenças, fazer bom uso dos recursos naturais, do dinheiro, valorizar a família, seu parceiro, seus filhos, seus amigos, fazer o bem e para isso mudanças são necessárias – não tenha medo de mudar, pois o Universo estará conspirando ao seu favor. 2011 será abundante para quem se entregar a isso com total confiança.

Caro amigo, desejo a você e a todos um excelente Natal, repleto de amor, paz e felicidades e que 2011 seja muito abundante!

Vinícius Casagrande Fornasier

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Relacionamento e Relacionar-se em Amor



Continuando a sequência dos textos a respeito de amor-liberdade, hoje falarei sobre a diferença entre um relacionamento convencional e um “relacionar-se” em amor. Estamos todos acostumados a ver, ouvir e vivenciar relacionamentos, alguns bons, outros muitos ruins, separações, brigas, traições, desconfiança e incertezas. Você já ouviu falar de “relacionar-se em amor”?

Quando uma pessoa em solitude atinge o autoconhecimento e o amor interior, surge então uma nova qualidade: o “relacionar-se”. A pessoa que conhece a si mesma e possui amor dentro de si, vive em comunhão com o Universo; está conectada ao Todo, ela se sente feliz consigo mesma em sua presença, ela não depende de alguém para ser feliz, ela deseja compartilhar esse amor para com as pessoas, de uma forma livre, harmoniosa, sem cobrança ou apego. O amor entre duas pessoas iluminadas pelo amor interior apenas soma, permite com que ambos cresçam de forma interdependente. Esse relacionar-se permite que cada um seja o máximo de sua individualidade, permite ser você mesmo, respeitando e compreendendo, entendendo que o equilíbrio entre a razão e a emoção, dos pensamentos às ações fluam naturalmente. Relacionar-se em amor é viver religiosamente, o outro se torna sagrado e ao mesmo tempo torna-se você, da mesma forma como somos a imagem de Deus, da mesma forma como pertencemos ao Todo e o Todo pertence a nós. Falo de um relacionar-se livre de rigidez, de limitações, de controle e sim de inocência, de liberdade, criatividade, fluindo como um rio, livre e harmônico, não apegado a nada, sem medo de desaparecer no oceano. Quando falo em desaparecer no oceano, falo de uma entrega total ao amor, sem medo de que seu ego desapareça, sem medo de que os dois se tornem apenas um, porque é o que irá acontecer quando duas pessoas amorosas escolhem compartilhar do amor.

Quais os maiores erros dos relacionamentos? Relacionamento já a palavra sugere uma idéia de troca, de dependência; é o maior mal da humanidade, é o que faz gerar medo, raiva, ódio e apego. Amor não é relacionamento e relacionamento não é amor. Relacionamento é algo concreto, amor não.

O primeiro erro, que é o mais comum na sociedade, é a pessoa não ser resolvida no núcleo familiar. Quando falo disso, falo em todos os sentidos possíveis, falo de compreensão, respeito, liberdade, desapego e principalmente o amor. Quando a pessoa não é resolvida então ela buscará em outras pessoas suprir seus vazios, suas carências e dependências, vai sempre ter a idéia: “não quero um relacionamento difícil como o dos meus pais” ou então: “não quero uma mulher chata e controladora como minha mãe”, ou ainda “não quero um bêbado como meu pai”. Essa não aceitação na verdade gera atração! Isso mesmo! Quando você não quer algo, atrai inconscientemente isso para você – é a Lei da Atração. Ainda existem muitos padrões como achar que nosso pai é um super-herói imortal; ilusão essa que gera além do apego, uma acomodação e também um vazio dentro da pessoa, pois ela depende do pai, não poderá jamais ser completa, jamais poderá amar outra pessoa. E tudo que temos de mal resolvido na família será espelhado nos relacionamentos. Nossa família é o primeiro aprendizado para o amor e liberdade. Se você não é resolvido e despegado do pai, mãe, irmão ou irmã então não poderá relacionar-se com alguém de forma amorosa. É na família que devemos aprender o valor da compaixão, do respeito, da individualidade, da aceitação. É comum possuirmos pais rígidos, teimosos ou enfim, difíceis. Mas o contrário também é problemático, superproteção e liberdade sem educação também é problemático. Mas então? Não importa! Esse é o ponto! Temos que apenas compreender, aceitar, amar e acima de tudo, nos desapegarmos. O entendimento disso gera uma grande maturidade dentro da pessoa, gera amor incondicional, gera completude.

Qual o segundo erro? Na verdade, quase todos os problemas de relacionamento derivam do anterior. Devemos buscar a espiritualidade, a conexão com o Todo para nos desfazermos das ilusões e das incompreensões. O mestre Osho diz: “A única ilusão é uma pessoa se ver separada do todo. Todas as outras ilusões se originam dessa.” Mas existem muitos erros que as pessoas cometem nos relacionamentos, entre eles, a não totalidade na ação – falo da geração de karmas pela não completude e incompreensão das ações. Um exemplo é quando terminamos um relacionamento e não o superamos, não perdoamos, não nos desapegamos e nem compreendemos a lição que isso nos traz. Quando isso ocorre, carregamos o padrão e espelhamos no próximo relacionamento, trazendo a tona todos os mesmos problemas e então, você pode procurar e trocar de relacionamento e será sempre a mesma coisa, você fará comparações, ficará sempre com um pé atrás e nada mudará. Outro erro bem comum e confundir namoro e casamento. Namoro significa conhecer um ao outro, compartilhar de momentos juntos, divertirem-se, de forma livre e descompromissada. E é nesse ponto que existe um grande erro. Se estamos aqui na Terra para aprender a amar, para conhecer a si mesmo, para saber o que gostamos e o que não gostamos, como podemos transformar namoro em compromisso? É por isso que atualmente existe o fenômeno “ficar”. Você “fica” com um, com outro, sem compromisso, porém isso está completamente desequilibrado e profanado. Existe na maioria dos casos apenas uma intenção sexual e não a intenção do “se conhecer”. Minha avó que nasceu em 1930, já me relatou como foram os seus namoros em sua época – ela teve vários! Namoro era o homem ir até sua casa, conversar com ela na sala, na presença da família, sem beijos e nem toques! Apenas conhecer. Então também iam para igreja juntos, ele a acompanhava até sua casa na volta. Veja que são duas pessoas independentes. Minha avó relata que ela era muito desapegada de casamento quando jovem. Ela foi uma grande costureira, tinha de 10 irmãos, sendo que das mulheres ela é a segunda mais velha e, portanto, cuidava deles, cuidava inclusive de sobrinhos que já existiam. Ela me contou que certo dia seu pai perguntou: você não quer se casar? Vários homens gostam de você, mas você parece não ter interesse por eles, e então ela responde: eu espero o “homem do cavalo branco” ou então, prefiro ir para um convento. Quando ela se referia ao “homem do cavalo branco” se referia a um homem puro, humilde, de bom coração, interessado em trabalhar e criar uma família. E então certo dia, chega até sua casa o homem montado em seu cavalo branco! Foi então que ela sentiu pela primeira vez algo forte por alguém e escolheu casar com meu avô! Claro, muito poético! Então vou esclarecer alguns detalhes. A irmã do meu avô já era casada com um dos irmãos da minha avó, portanto, já conhecia meu avô. Certo dia meu avô a convidou para acompanhá-la a uma festa comunitária. Foi aí que começaram a conversar e, como a distância entre as famílias era grande e ele ia até a casa dela caminhando, começou a ir visitá-la com sua mula branca e assim começaram a namorar. Ela sabia que casar seria um desafio; ajudar o marido na colônia, cuidar da casa e filhos e deixar sua paixão pela costura de lado. Mas ela acreditou em apenas uma coisa: o amor.  A principal frase que ouço da minha avó é: “a mulher deve aceitar o homem, apoiar, dedicar-se, silenciar quando necessário e acima de tudo compreendê-lo”. A mulher é quem define o relacionamento. Não é o homem que escolhe, ele sempre será o escolhido. A mulher tem muito mais poder que o homem, ela possui útero, ela traz vida ao planeta. Mas atualmente homens e mulheres não sabem mais o significado de tudo isso, preferem a individualidade egoísta, preferem aproveitar-se um do outro, perdendo o sentido da existência humana, desconectado do Todo, afastado do amor. Creio que a história de minha avó paterna diz muito, mas mesmo assim, quero ainda fazer algumas colocações dentro de nossa realidade cotidiana de relacionamentos.

Devido a toda essa desconexão da sociedade com o amor, o namorar tornou-se uma “alternativa” segura em buscar algo sério, não profano, mas infelizmente não é o correto. Vejo muitos namoros problemáticos; traições, dependências amorosas, falta de individualidade, pessoas que não se conhecem, não um ao outro, mas a si mesmas e querem dividir cama, família, tarefas, cumplicidade e compromisso, mas pergunto: como? Como ter uma relação que é de casamento e não de namoro, se você mal sabe o que quer da vida ou mal se conhece? Como querer vivenciar um namoro se você ainda não resolveu seu karma familiar? Por isso que cada vez menos os casamentos dão certo. Pessoas mal resolvidas, que não conhecem a si mesmas e muito menos ao outro e que cobram um do outro moralidade! Por isso volto aqui ao início de tudo: viver em solitude! Se você não amar a si mesmo, se não for feliz consigo mesmo, sozinho e livre, com amor dentro de si, buscando se conhecer ao máximo, buscando compreender as pessoas, a sua família, aceitar e se desapegar dessas, jamais poderá relaciona-se em amor.

Relacionamento é necessário quando existe a ausência do amor. Relacionar-se em amor é viver em comunhão com a Existência, é estar aberto e ter coragem para não deixar o relacionamento acontecer, amor é aprofundar; quando mais profundo você de relaciona em amor mais liberdade existe, mais confiança, mais aceitação. Amor não é seguro, relacionamento é. Saiba que amor é algo que surge do nada e só é possível entre duas pessoas assim. Pessoas amorosas não precisam de relacionamentos. Você pode optar pelo seguro ou pode optar em arriscar-se, sabendo que pode acabar amanhã, mas a decepção e a dor só existirão quando não houver amor dentro de você. Quando duas pessoas amorosas escolhem andar juntos, então um bom casamento poderá existir, pois apenas existirá crescimento, aceitação, liberdade e confiança. O amor só existe no presente, no Agora. Cure e desapegue-se do passado, não crie expectativas do futuro, viva em conexão com o Universo e relacione-se em amor e liberdade.

Vinícius Casagrande Fornasier

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amor, entrega e desapego


Caro amigo: para melhor compreensão do texto abaixo, é importante a leitura do  texto "Amor, verdade e intensidade".        


Continuando a seqüência de textos sobre relacionamentos amor-liberdade, agora falarei sobre a relação entre amor, entrega e desapego. De cara pode parecer ameaçador, porque sim, falo de entrega de alma e ao mesmo tempo desapego, porque nada é certo, não há garantia que o amor entre duas pessoas possa vingar, portando a importância do fortalecimento da alma, de ser uma luz para si mesmo.

Atualmente a sociedade vive em caos quando falamos de relacionamentos. Pessoas vazias, pessoas desconfiadas, com medo, inseguras, que com a proteção do ego, transformam esses sentimentos interiores em fortaleza, fazendo da experiência de conhecer o outro um jogo. Você conhece uma mulher e ela é afim de você, mas tem medo da entrega; ela tem duas possíveis atitudes: fazer jogos para testar você, pois ela tem medo que você esteja usando ela ou que está desesperado ou ainda, se você demonstrar total entrega a ela, possivelmente ela foge de você, pelo medo do desconhecido, pela insegurança, mas com a justificativa egóica de você querer as coisas muito rápidas (como disse anteriormente, amor interior gera intensidade), ou então de não estar pronta para isso, que nesse caso é bastante justo a pessoa admitir não estar pronta para isso, por reconhecer isso em si mesma. Da mesma forma acontece quando uma mulher busca um homem. O homem de cara começa pensar que a mulher está desesperada, outros, aproveitadores, acabam usando de jogos para fingir entrar na sintonia da mulher e então, após conseguir o que quer, pulam fora. Existem diversos exemplos que poderiam ser colocados aqui, e não quero fazer nenhuma distinção que o homem ou a mulher estejam certos ou errados, a questão é: ambos são vazios. É apenas isto. Não tem nada haver com certo e errado, com machismo ou feminismo.

Considerando os tempos atuais, olhando para a juventude atual (entre 16 a 30 anos), é possível analisar muitos casos de conflitos, jogos entre sexos opostos, vazio na alma. Tenho visto em muitos casos que isso se deve a educação ou a experiência vivida na família, no caso, os pais. Ausências paternas ou maternas influenciam muito a vida de uma criança, e do futuro homem ou mulher. Alguns casos também, o protecionismo demasiado dos pais leva o adulto a ter medo do mundo, ficar demasiadamente apegado aos pais e vice-versa, o que trava completamente a vida da pessoa. O medo da entrega é normal para quem é apegado a sentimentos ou pessoas. O apego é nocivo, é doentio, é ilusório. Se você não consegue se libertar disso deve buscar se ajudar para poder viver uma vida plena.

Entrega significa você permitir expor seus sentimentos, fazer o que sente querer fazer, permitir que o amor cresça, permitir ser você mesmo ao máximo, sem ocultar nada, sem jogos, sem drama. Entrega é se atirar de braços abertos para o desconhecido. Parece um tanto arriscado e perigoso. Realmente é! Só quem está disposto a isso pode viver plenamente, pode conquistar a felicidade, o amor, do contrário, viverá na inércia, na mesmice que vive a sociedade, percorrendo o caminho seguro que todos percorrem há anos, um caminho morto, vazio, sem aventura, sem amor. Entrega é uma qualidade a ser conquistada dentro de si. Quando você conhece a si mesmo, quando você tem amor interior a entrega é iminente, pois a intensidade do amor trará automaticamente a entrega.

O apego é um dos maiores problemas das pessoas. Ele começa cedo. Muitas vezes antes de nascermos. Imagine uma gravidez acidental, indesejada, rejeitada pela mãe ou pelo pai, que pensará o filho, lá, dentro do útero? Provavelmente não queira nascer, provavelmente prefere a morte à infelicidade dos pais. Isso explica muitos partos difíceis como, cordão umbilical enrolado no pescoço, ou parto demorado. Nas diversas situações de rejeição dos pais ao filho, gera medo, dependência afetiva e carência, sem falar nos desvios de personalidade que não entrarei em questão. Esses sentimentos levados à vida adulta, explica muita coisa. Quando temos essas “pendências”, ou karmas com os pais, existe uma forte tendência em buscamos no sexo oposto algo que complete esse vazio em nossa alma. Então por exemplo, você teve pai ausente e agora busca uma pessoa que tenha o pai muito presente, em desequilíbrio oposto a você. Isso é totalmente inconsciente. Você buscará uma pessoa que tenha desvio de personalidade, que seja extremo ao masculino, seja homem ou mulher. O mesmo vale para as diversas carências, sempre buscará inconscientemente o oposto. Aprendi em minha vida pessoal a identificar isso nas pessoas. A análise da personalidade leva a padrões quase que exatos dos karmas ou dos vazios da alma das pessoas e isso me ajudou muito a identificar quais pendências eu possuía, pois naturalmente atraímos o que pensamentos, é a leia da atração, não há como evitar. Você tem uma sintonia de pensamento, de comportamento, de personalidade e atrairá alguém de mesma sintonia. Isso é natural. Porém, o que vejo na sociedade, são pessoas aceitando essa condição, vivem na presença do karma, sem se importar, apenas aceitando passivamente a vida vazia a dois. Minha escolha nos últimos anos foi me libertar dos karmas. Viver plenamente o agora é uma dádiva. É viver alinhado com o Caminho Sagrado, viver em sintonia com o Universo. Quando abandonamos o passado, nos amamos, nos desapegamos de tudo, o karma desaparece, pois no agora só existe a possibilidade da criação.

O grande desafio é viver o agora! No agora não existem problemas. Você está lendo isto, se está presente em leitura, então não existe outro pensamento, portanto não existem problemas nesse exato segundo. Se você é presente na ação, a entrega se torna totalmente prazerosa, porque você não tem medo, você não tem expectativas, apenas está vivendo o momento, está presente no agora. Para atingir o estado de presença máximo no agora é necessário ser “uma luz para si mesmo”, estar em estado de solitude, como falei anteriormente. O amor interior faz-se necessário, a meditação e a purificação espiritual faz-se necessária.

Viver relacionamentos iluminados é bastante simples quando vivemos no agora. Como podem perceber falo muito mais de crescimento pessoal, amadurecimento, que do relacionamento propriamente dito. Obviamente, pois, relacionar-se com outras pessoas depende totalmente de nossa evolução pessoal.

Se você sente que é mal resolvido em alguma questão que envolva relacionamentos, preste atenção: se você não evoluir, não se desapegar, não superar o passado, jamais superará o seu karma. Você vai pular de relacionamento em relacionamento e sempre atrairá pessoas com os mesmos problemas. Você termina um relacionamento e, se isso fica mal resolvido dentro de você (falo dentro de você porque o que é externo a você não importa), então você continua com o mesmo padrão kármico ou padrão de personalidade e, portanto, a mesma sintonia de pensamento, que irá atrair algo em mesma sintonia. Veja bem, você pode dizer: “nunca mais quero uma pessoa manipuladora em minha vida”, “nunca mais quero alguém tão ciumento”, só que você continua odiando a pessoa com que viveu isso, portanto significa que não superou isso, que não teve o aprendizado necessário para mudar a sintonia. É simplesmente a lei da atração; você diz: “Não quero ser assaltado”, mas na verdade está afirmando a palavra “assaltado” e “quero” – o “não” não é interpretado. Ser desapegado do assalto significa dizer: “estou seguro”. É um simples exemplo de como funciona a nossa mente em sintonia com o Universo. Portanto de você não gosta de manipulação, ciúmes e seja qual for o sentimento, teve entender o porquê ele existiu e se analisar porque você atraiu isso para você, pois isso é seu! Se você atrai pessoas negativas, significa que tens algo em sintonia com essas pessoas, não pode culpá-las. Então quando você entende que pode confiar, pode ser verdadeiro, presente, entregue ao momento, atrairá pessoas que tem diálogo, que são verdadeiras, que confiam em você. Se você sabe que evoluiu em pensamento e que seu parceiro não, e sabe que não existe mais nada entre vocês, que o amor na verdade era uma ilusão, desapegue-se! De o salto! Não tenha medo de terminar um relacionamento. E não podemos exigir nada do outro. A transformação é pessoal, intransferível. Cada pessoa tem seu tempo de mudança, seu tempo para evoluir e por isso existe tanta ilusão nos relacionamentos. Um não está satisfeito com o outro e então começam a exigir mudanças, ameaçam terminar o relacionamento e o apego entra na história: então o outro faz pequenas mudanças temporárias e ilusórias e tudo volta a ser como era antes. Posso afirmar: não haverá mudanças, porque a mudança é pessoal, deve ser sentida dentro de você e nunca apontada para você ou para o outro. O crescimento pessoal se dá em solitude.

Você é o responsável por si mesmo! Pare de pensar que é melhor ou pior que o outro, não se condene, não se culpe, não tenha medo da solidão. Não estamos sozinhos no mundo e lembre-se: o estado de vazio é a melhor oportunidade de iluminar-se. Estar na escuridão é potencialmente a melhor chance de você encontrar uma luz e essa luz encontra-se dentro de você. Não se esqueça que somos únicos e ser único é ser você mesmo. Se você vive para outras pessoas jamais será você mesmo. Mas quando você se ilumina, quando ama a si mesmo, então pode oferecer parte de você ao outro porque você transborda amor. Não está doando o que você não possui, não está inconscientemente tentando completar o vazio dentro de você. Você simplesmente compartilha de seu amor ao outro e isso apenas lhe trará felicidade. Quando nos doamos a uma pessoa vazia então ocorrem duas coisas: primeiro, que o fato de você estar com uma pessoa vazia é um indicativo que falta algo em você ou que está apegado a algo ou alguém. Segundo, você será sugado cada vez mais e não perceberá. Você perceberá apenas quando o relacionamento esgotar-se e você estiver só. Quando isso acontecer vai se culpar, vai sofrer, vai prometer a si mesmo que nunca mais dedicará sua vida a outra pessoa. É um erro. Entenda que você doou o que não possuía a alguém que não também não possuía. É totalmente ilusório. É nocivo, pois, você dedica sua vida, que na verdade não é a sua e sim a do outro, numa situação de apego e vazio interior. Você não está sendo você mesmo e sim o espelho do outro.

Quando amamos a si mesmo surge o transbordar do amor. Você sentirá uma sensação de completude, de felicidade e mais que isso, a vontade de gritar para todas as pessoas o quanto é feliz. Você sente a vontade de doar, de compartilhar e então, nessa sintonia em que se encontra, atrairá alguém de igual completude e amor interior e então, o desapego é fundamental para o bom relacionamento. Você deve desapegar-se do passado, esquecer as falsas promessas que fez a si mesmo para que possa viver em amor. Quando livre do passado, em estado de amor e completude e ao lado de uma pessoa igualmente nesse estado, então poderão viver o amor verdadeiro. Você dedicará seu amor ao outro e o outro a você. É um compartilhar, é uma entrega mútua. Você estará sendo você mesmo e o outro também. É uma relação de amor e liberdade, interdependente. O que ocorre é que vocês serão apenas um, pois, o Universo é único e engloba todas as coisas, Deus é único e engloba todas as coisas, assim como o amor. Entenda que Deus, Universo e amor são sinônimos e, portanto, quando falo de uma relação amor-liberdade, de amor verdadeiro, significa vivermos em comunhão com todas as coisas de forma interdependente, ou seja, independente de você estar ao lado de alguém ou não, não existirá sofrimento, não haverá perdas, porque o amor interior é um transbordar, você doará isso e isso não fará falta, muito pelo contrário, você se sentirá feliz e completa por isso, porque sabe que faz parte de algo muito maior, o amor universal.

Viva de forma amorosa busque seu Eu, ilumine-se. Transforme-se através do desapego e da consciência do Eu e do Agora. Ame a si mesmo e se entregue ao Universo – você é parte disso.

Vinícius Casagrande Fornasier

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Amor e confiança: a verdade dentro de você


Atualmente vivemos num mundo onde tudo acontece muito rápido, as informações chegam praticamente de modo instantâneo de um lado a outro do mundo, as pessoas não tem mais tempo nem para si mesmas e essa falta de atenção gera desconfiança – as pessoas têm dificuldade em acreditar na verdade, independente de toda comunicação existente. O excesso de informações faz com que a mente fique no controle, ditando o certo e errado, julgando sem saber. O vazio provocado pela mente, a falta de amor, de ouvir o coração, leva ao medo, à desconfiança.

A desconfiança é da mente, do ego. Existe desconfiança quando você não sente com o coração, quando você não usa da intuição para sentir, para saber que você pode relaxar e ter a certeza que o Universo está ao seu favor sempre, sem exceções.  

Do que você sente medo?

Pessoas desconfiam de outras por vários motivos. Quando falo de desconfiança, abro um leque de situações como desconfiar em negócios, nos relacionamentos, seja esses amorosos ou de amizades ou ainda, simplesmente desconfiar do próximo. Algumas pessoas vivem o que é chamado de mania de conspiração. Determinada situação surge e a mente simplesmente cria o pensamento de que existe conspiração contra você. Você por exemplo marca um encontro de negócios num restaurante e então a pessoa atrasa. Você tenta ligar para ele e o celular está fora de área e então sua mente começa imaginar que tudo está conspirando contra você. Você olha ao redor e fica imaginando o que as pessoas estão pensando de você; imagina porque a pessoa não chega, “será que esqueceu”, “será que está fugindo”, “vou ficar aqui de bobo?”. E então você fica ansioso, fica desconfiado, fica nervoso. E quando você está em total caos interior, então, aparece o cidadão. Ele diz a você ele teve um imprevisto no trânsito (como algum acidente) e seu celular está sem bateria. Ainda assim você pode seguir por dois caminhos: ou você acredita, relaxa, compreende a situação e tudo fica em paz ou então você pensa: “que nada, esse cara ta me enganando, inventando desculpas...”. Muitas vezes essas “desculpas” parecem tão falsas, você desconfia e então, o mundo te leva à verdade. Passado o momento, você vê ao seu lado duas pessoas almoçando e comentando: “nossa, o acidente foi feio – interrompeu a pista um tempão”. Passado o almoço, você convida a pessoa para ir até sua casa e lá ele pede para você: “posso colocar meu celular carregar?”. Então você talvez admita que estivesse enganado sobre toda a conspiração que gerou em sua mente. Em relacionamentos amorosos diversas brigas e mal entendidos podem acontecer devido ao medo, à desconfiança. Diversos exemplos podem ser criados para demonstrar como a desconfiança pode gerar problemas em sua vida, mas seja qual for o caso, a mente, o ego, o medo, sempre será o causador disto.

A desconfiança pode transformada em confiança quando existe amor. O amor não pelo outro, mas amor dentro de você! Quando existe amor interior você se sente completo, sente a conexão com o Universo. A pessoa que tem essa qualidade dentro de si confia plenamente no seu sentimento e, portanto, confia no próximo. A pessoa que ama possui intuição, não permite que o ego a engane, não permite desconfiança, ela apenas relaxa. Você apenas terá certezas, será um sentimento de calmaria, de confiança. No amor verdadeiro a verdade é implícita, não existe conspiração, não existe desconfiança. Você olha nos olhos da pessoa e sente a verdade, você confia. A energia do amor-confiança é tão intensa que a pessoa a sua frente não terá a capacidade de mentir – será facilmente desmascarada. Não existe escuridão na presença da luz. Não existe medo e desconfiança na presença do amor.

Viva uma vida plena, amorosa. Ame a si mesmo e descubra a verdade dentro de você; sinta a confiança que existe dentro de você, sinta como você está conectado ao Universo – deixe fluir o amor e a confiança dentro de você e seja feliz!

Vinícius Casagrande Fornasier

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Amor, verdade e intensidade









Por Vinícius Casagrande Fornasier 

Após toda a minha busca pelo amor interior e a compreensão do Eu, posso finalmente falar de forma concreta, sem teorias. Esse é um dos primeiros textos que escreverei sobre relacionamentos amor-liberdade, uma forma desconhecida para a maioria das pessoas. Falar de relacionamento e associar amor e liberdade assusta as pessoas. Valores importantes como confiança, respeito, verdade, diálogo, desapego devem andar em comunhão se quisermos ser felizes e acima de tudo, sermos nós mesmos na presença de outras pessoas. 

Um dos primeiros passos da experiência do amor-liberdade é amar a si mesmo. A maioria pode dizer: “mas eu me amo”. Falo de algo um pouco além. Falo da experiência de se conhecer profundamente, amar-se profundamente. Pode parecer uma atitude egoísta e um pouco narcisista, mas não é. A pessoa egoísta na verdade é vazia – ela não tem e quer o que é do outro para si mesma, ela tem e não quer dividir ou compartilhar. Uma pessoa egoísta não pode amar, porque amor é algo interior que é dividido, compartilhado, extravasado. O narcisista é tão apaixonado por si mesmo e valoriza tanto o corpo, que é puramente físico e que mais cedo ou mais tarde vai envelhecer e então surgirá o desespero – a percepção do vazio. Na verdade existia apenas a idéia mental do amor a si mesmo. O amor interior existe na presença máxima do Eu. Significa vivenciar uma jornada de autoconhecimento sem fim, identificando todo e qualquer defeito, admitindo ser você mesmo, e também, valorizando todas suas qualidades. A jornada de autoconhecimento só pode ser feita sozinho. É transformar a solidão em solitude. A diferença é que na solidão você se sente agoniado, sozinho, vazio, desesperado – e as pessoas, mesmo as que vivem ao lado de outras são muito solitárias, são totalmente dependentes de outras pessoas por um único motivo: o medo de si mesmo. Medo porque quando estamos sozinhos a mente começa a expor tudo o que somos e então começamos a perceber o quanto somos vazios e dependentes de outras pessoas – simplesmente é o desconhecimento de si mesmo. Porém quando enxergamos uma luz no final do túnel, quando acreditamos que somos algo maior, algo integrado à Unidade, então uma nova qualidade surge: a solitude. 

Solitude significa literalmente “ser uma luz para si mesmo”. Saliento porque é um termo que surgiu do mestre Osho o qual me inspiro há alguns anos. Ser uma luz para si mesmo é o primeiro passo para conhecer o amor. Significa aceitar a si mesmo, aceitar que existe vazio, que existe o desespero, que existe solidão. A aceitação é fundamental para seguirmos no caminho do autoconhecimento. Além disso, não podemos esquecer que não estamos sozinhos e muito menos “a toa” aqui na Terra. Somos ligados a algo maior, fazemos parte do Universo ou também, somos filhos de Deus. Estamos aqui encarnados por um propósito, escolhido por nós mesmos. Temos uma missão definida, mas poucos sabem – não sabem por não se conhecer. A pessoa que realmente se conhece, sabe qual a missão que tem aqui. E digo a vocês: existe uma missão comum a todas as pessoas: o amor! Parece simples, e é! Só que as pessoas complicam muito; tanta confusão para uma vida tão curta. Conflitos, principalmente familiares são os primeiros que devem ser resolvidos – se você não amar e aceitar sua família, jamais poderá ter amor interior e muito menos amar alguém. Vamos um pouco além: como pode você dizer que ama alguém e então a pessoa se afasta e você passa odiar? Esse é o ponto. A interpretação de amor para muitos é incorreta, distorcida, não por ignorância, mas por nunca ter experenciado o verdadeiro amor. No falso amor, amor e ódio são lados opostos da moeda. As pessoas se envolvem, têm uma noite maravilhosa e dizem que amam; acordam no dia seguinte, olham para o lado e estão odiando. Ou então duas pessoas namoram, casam e dizem amar, mas vivem de brigas, vivem de intolerância, apego, ciúmes, até inveja,... Como podem chamar isso de amor? Amor é desejar o bem sempre, de dentro do coração, verdadeiro, puro, sem medo, sem ódio. O amor só pode existir dentro de você, nunca fora. Se você diz que ama, é porque ama a si mesmo e deseja compartilhar de seu amor com outras pessoas. Quando você escolhe alguém para viver ao seu lado, amar de verdade não significa que viverão num mar de rosas, muito pelo contrário, haverá desafios, dificuldades, mas então com o amor verdadeiro é que surgem as diferenças: compreensão, respeito, diálogo aberto, aceitando a si mesmo e ao outro, deixando o ego de lado, silêncio, que muitos vezes é o melhor remédio – é um amor incondicional – amar dessa forma significa que não importa se a pessoa está ou não com você, mas você a ama e permite que a pessoa seja feliz com você ou não. 

Voltando à solitude, “ser uma luz para si mesmo”, outro passo é criar a consciência do Eu e do Eu ligado ao todo. Somos seres únicos, com qualidades únicas, mas ligados a uma rede cósmica que interage de forma interdependente, ou seja, cada um de nós faz a diferença no mundo. É fundamental compreender isso, pois uma vez que sentimos essa união com o Universo, a solidão desaparece, porque sabemos que não estamos sós, sabemos que estamos sob a luz divina, estamos ligados a algo maior. Desenvolvendo a consciência de si mesmo, cada vez mais vamos reconhecendo nossos erros, nossos defeitos, nossas qualidades e então você começa a gostar cada vez mais de você, você começa a reconhecer o que gosta e o que não gosta, passa a dar limites às pessoas, aprende a dizer não, aprende a valorizar às pessoas ao seu redor e afastar-se de outras que não lhe fazem bem, tudo isso, surge quando você passa a conhecer a si mesmo. E quanto mais consciente, quanto mais vai se apaixonando por você, perceberá que estar em solitude é maravilhoso. Você passa a gostar de viver sozinho e isso vai crescendo dentro de você até que então você sente algo como uma explosão no peito, uma vontade de gritar para o mundo o quanto você é feliz e esse é um momento único – o surgimento do amor! 

Quando você ama a si mesmo outra qualidade surge: a intensidade. Você passa a perceber que o vazio das pessoas gera uma inércia na vida delas, vivem na mesmice, apegadas às pessoas, à materialidade, julgando isso e àquilo, julgando o que é certo e errado. Quando você tem amor interior você passa a se sentir muito diferente da sociedade, surge até a dúvida de você estar louco ou coisa do tipo, mas posso afirmar a você: não tenha dúvidas do quanto você está certo! Quem disse que temos que ser sérios? Que temos que ter regras para tudo? Você muda, age intensamente e passa a atrair pessoas com a mesma sintonia, você olha para as pessoas e vê o vazio no olhar, mesmo naquelas que estão no bar, bebendo, dizendo se divertir. Desafio você a um teste: se você é jovem, está na fase de sair, “fazer festa”, faça o seguinte: vá a uma boate e passe a noite sem beber álcool. Fique consciente, observe o seu redor, observe a si mesmo, o que sente? Consegue se divertir? Se você só se “larga” com álcool é um sinal que há algo errado – pense nisto. 

Quando você se ama, você confia em si mesmo e confia em algo maior, o Universo. Você passa a entender que a confiança vem de dentro de si, porque você entende que o Universo quer que as coisas sejam do jeito que são. Você passa a se desapegar das pessoas, porque você é tão feliz consigo mesmo que não precisa ser dependente delas e então você passa a escolher pessoas assim para relacionar-se. Você passa a entender que a verdade é mais que falar a verdade a alguém, mas sim, é a experiência de ser você mesmo. 

Quando compreendido o amor que existe dentro de você, então você sente a liberdade em suas mãos, uma sensação de querer compartilhar isto com alguém, mas é tão intenso – muitos se assustam com tamanha intensidade. Quem olha de fora julga, acha errado, acha estranho, mas é o vazio querendo sugar de onde é cheio. Importante salientar isso, porque muitas pessoas além de vazias possuem ódio e rancor dentro de si, e isso me leva a comparar com o fenômeno da simbiose, onde um parasita suga o hospedeiro. E pessoas do bem, pessoas amorosas que sentem poder compartilhar esse sentimento podem ser comparadas à osmose, onde há transferência espontânea, levando ao equilíbrio, de um meio concentrado para um meio menos concentrado. Pessoas que possuem amor dentro de si, relacionam-se com equilíbrio, compartilham, ou seja, transferem naturalmente a confiança, a liberdade, a verdade e o amor. 

A experiência do amor, verdade e intensidade é para poucos, é para quem pode amar a si mesmo e permitir que o outro também seja o que é. Não limite seu companheiro, aceite que cada um é o que é, gosta do que gosta, e é assim que deve ser. Se você deseja um relacionamento verdadeiro, passe a acreditar no amor, desapegue-se, confie, fale e faça o que sente, não se limite pelo ego ou pelo medo, aja intensamente, faça aquilo que faz seu coração vibrar, sem se preocupar com os outros, sendo apenas você mesmo! 



Vinícius Casagrande Fornasier


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ser Estudante



Ao Dia do Estudante


Sempre ouvi desde jovem, a frase: "bons tempos o de estudante". E é engraçado, pois, quando somos estudantes, e eu diria até a faculdade, muitas vezes não vemos ou não valorizamos isso. Parece tudo um tédio, cansativo, "tantos anos estudando",...

Mas passado o tempo de faculdade, entramos no mercado de trabalho, paramos os estudos por um tempo, uns se distanciam, outros casam, mudam de cidade, mudam até de profissão e então vem a tona as memórias.

Que bons tempos quando não tínhamos tantas preocupações, onde víamos diariamente nossos colegas e amigos, onde ouvíamos diariamente nossos educadores, mesmo que alguns chatos...

E é tão bom quando podemos voltar a estudar; fazer outra faculdade, uma especialização, enfim, é sempre uma renovação da alma!

Ser estudante é algo no mínimo maravilhoso...

Hoje eu digo, aos 28 anos de idade, aos meus alunos: aproveitem esse tempo de estudante! 

Aos que já foram meus alunos, um grande abraço! Aos meus atuais alunos: novamente,... aproveitem esse tempo! A construção do conhecimento, dos relacionamentos e amizades começa na escola, uma troca sem fim, que nos engrandece, que nos faz feliz e muitas vezes nem sabemos! Por isso, valorize essa fase da vida! Ser estudante é maravilhoso!

São minhas breves palavras por esse dia especial!

Abraço!!!  

Vinícius Casagrande Fornasier

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo



"Amizade é tudo aquilo que demonstramos mesmo em silêncio, pois os melhores amigos são aqueles que até no silêncio nos fazem felizes."
(Gandhi)

Amizade traz consigo uma série de sinônimos: companheirismo, amorosidade, entendimento, perdão, compreensão, silêncio, liberdade, verdade, e outras que poderiam ser citadas aqui.

Amigos existem muitos e cada um com qualidades diferentes, em momentos diferentes. Analise bem minha afirmação: “qualidades diferentes, em momentos diferentes”. É uma compreensão de entendimento mais complexo e profundo, livre do ego e da mente que adora julgar. Exemplo: você conhece determinada pessoa que é muito bem resolvida em um assunto “x”. Você sabe, conhece e confia, e pode ter ótimas conversas a respeito do assunto “x”. A outra pessoa que você conhece é super desencanada e você tem ótimas conversas sobre o assunto “y”, enfim, seguindo essa linha de raciocínio. E como chamamos essa pessoa? Sem sombra de dúvida é um amigo (a). Talvez ela não seja a pessoa que te ampare nos momentos difíceis ou que esteja ao seu lado quando precisa – não sejamos egoístas. Você tem que parar e pensar que essa pessoa também tem família, também tem outros amigos. Que importa é você ser grato aos bons momentos que você tem com ela – por isso é um tanto injusto dizer que pessoas assim não são amigos de verdade.

Existe certa crença que amizade verdadeira é aquela onde você conta com a pessoa o tempo todo, não importa o que seja; que eu chamaria de “amizade fraterna” – essa mais rara. É equivalente a um irmão (a) ou pai (ou mãe), onde podemos contar em qualquer momento. Mas assim como no núcleo familiar, existem momento e momentos, alguns difíceis, mas que no fim, independente de tudo, você sabe que sempre pode contar com eles. E obviamente nesse padrão podemos contar em uma mão quantos amigos temos assim. Mas entenda o seguinte: você não pode julgar as pessoas por não serem “amigos fraternos”, porque esse nível de ligação humana vai muito além do que você pensa ser. É uma ligação de almas. Existe uma ligação entre pessoas (equivalente ao núcleo familiar e almas gêmeas) que é muito mais que nossa breve compreensão de amizade. Por isso quando falo em resgatar amor, verdade e liberdade, quero demonstrar o como podemos ter uma vida repleta de amigos ao nosso redor, desapegado da idéia de que deve sempre estar presente e que isso e que aquilo.

 A pessoa apegada ao pensamento de “troca” do tipo: “eu fiz tal coisa para você, agora quero o mesmo”, “você nem me ligou”, você isso, você aquilo. Quanta infantilidade e imaturidade. Seja você mesmo! Despegue-se da dependência, do passado. Ame a si mesmo! A amizade começa amando a si próprio. Como pode uma pessoa ter amizades de não é amiga de si? Quando faço esse questionamento vou muito além da superficialidade de dizer “amigo de si mesmo”. Quero dizer que para sermos amigos de nós mesmos, devemos nos respeitarmos, nos libertarmos do passado, das pessoas que já não estão mais ao nosso lado e cultivar o amor interior. Se você cultiva desentendimentos de coisas  passadas que não pertencem mais a você, pare e reflita, a verdade se encontra apenas no agora, o amor só existe no agora, a amizade existe no agora, você existe no agora.

Nesse dia do amigo, deixo essa mensagem de reflexão, para um mundo de amor, paz, compreensão, respeito, perdão e compaixão. Sejamos mais amigos de nós mesmos na presença dos outros agora!

Grande abraço a todos meus amigos!

Vinícius Casagrande Fornasier 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Meditação – O caminho da plenitude e sabedoria




A meditação é o estado de não-mente. É na meditação que conseguimos chegar à plenitude do reconhecimento do espírito – de sabermos que somos uma entidade que possui com corpo aqui na terceira dimensão – a Terra. Muitas das coisas que falei em artigos anteriores como ser presente, como relaxar, usar energia a seu favor, perceber os múltiplos pontos de vista que podemos ter, nos livrarmos de sofrimentos, apegos, sabermos quem somos, para onde vamos e entender a lógica das coisas, além de desenvolver o amor interior e o auto-conhecimento, estão todas ligadas – todas podem ser atingidas através da meditação.

Se aprendêssemos a meditar desde crianças, muitos problemas seriam evitados. A meditação conduz o indivíduo ao auto-reconhecimento, à sabedoria e ao máximo potencial de seu ser. Todos nós possuímos um talento único, um dom único, que é exclusivo de cada um – ninguém mais pode ter. Somos seres semelhantes, interligados a uma rede cósmica, energética, que interage com todo o planeta, com todo o Universo. Muitas pessoas no mundo trabalham apenas para viver, possuem objetivos simples: ter um lar, alimentação, bem-estar, dar escola aos filhos, ter uma boa aposentadoria e eventualmente ter alguma experiência espiritual como ser humano.

Porém, somos na verdade seres espirituais que de vez em quando têm experiências humanas! Veja bem: “seres espirituais que de vez em quando têm experiências humanas”. Isso da uma idéia que existimos como espírito há muito, mas muito tempo. Deixa claro também que o período que estamos aqui encarnados como humanos é uma breve passagem de aprendizado e evolução. Há muitas perguntas a respeito disso, mas entenda da seguinte forma: existem diversas dimensões não-materiais. Existem dimensões onde a informação se dá por sons, outras por cores, por transmissão energética, enfim, e outras como a física, onde a matéria interage em suas aglomerações físico-químicas. Nessa última, a que vivemos temporariamente, todas essas interações são exatas, ou seja, podem ser explicadas pela ciência. A ciência é aplicável ao mundo físico, portando, não há como explicar cientificamente, nas teorias convencionais o funcionamento da alma, por exemplo. Hoje a física quântica já da demonstração de uma nova visão. É provado que o pensamento conduz ondas energéticas e que essas ondas não têm fim, elas chegam ao Universo. Usemos o exemplo da música. A música pode ser explicada através da matemática. Você a escreve em partituras para materializá-la, para imortalizá-la. Porém, cada nota musical soada, toca em nossos ouvidos de forma não material – são ondas – não há como explicar o efeito que o som provoca na emoção humana. Para quem é músico é mais claro ainda. O músico carrega consigo um dom de interação através do uso de seu instrumento, transmitindo sua forma de ser e pensar através da música e por isso que alguns músicos nos emocionam, pois recebemos de uma forma musical a expressão do artista. O músico sente, ele entende, percebe qualquer desafinação ou falta de harmonia entre instrumentos. Esse dom não é ensinado a ele. Na escola de música o indivíduo aprende a técnica, aprende a escrever e enfim, se a pessoa não possuir o dom musical ela será sempre guiada pela lógica – pelas partituras, pela escrita musical será um músico- mecânico. Até a pessoa leiga, em termos de instrumento musical, sente quando não há harmonia na música. Voltando a explicação inicial “seres espirituais que de vez em quando têm experiências humanas”, compreenda que nosso aprendizado como entidade espiritual se dá em vários níveis e com probabilidade de vários deles não serem terrenos – como podemos explicar talentos como o de Beethoven (século XVIII), ou como Einstein? São seres que possuem uma evolução espiritual elevada, não desenvolvida aqui no planeta. Usemos o caso de Jesus Cristo. Tamanha bondade, amor e sabedoria a mais de dois mil anos atrás seriam desenvolvidos por quem? Não por seus pais e nem por nenhum professor que ele tenha tido. Simplesmente e falando-se de Jesus, a maioria concorda que é um ser muito evoluído que encarnou como ser humano. Só entenda que ele não é o único. Existem muitos seres evoluídos, avatares, mestres, sábios, gênios e você, encarnados na Terra. O espírito, portanto, adquire ensinamentos em planos ou mundos diferentes e um deles é aqui na Terra. Ao encarnarmos ou habitarmos o corpo humano, por ser um “novo mundo”, uma nova forma de interação cósmica, material, energética, o conhecimento espiritual não é transmitido à mente e esse é o primeiro ponto que prova que não somos a mente. Por isso que ao nascermos e crescendo com a tradicional educação que temos, aprendendo a sermos “mentais”, enchendo a mente de informações, crenças, padrões de comportamento familiares, sociais, acabamos esquecendo por completo de quem somos. Na verdade com a tradicional educação que tivemos, nunca saberíamos realmente quem somos, qual nossa missão e nosso dom. É aqui que retornamos ao propósito – meditar.

Não se engane com o significado da palavra “meditar”. Alguns dizem: “vou meditar a respeito de determinado assunto”. Na verdade essa pessoa vai “refletir” sobre e não meditar. A meditação é o estado de não-mente, ou seja, a ausência de pensamentos. Se você descrever o que sente da meditação, não está meditando, pois você pensou. O que podemos ter são algumas idéias vagas ou alguns lampejos do que é o estado meditativo. Não explicarei nesse momento como meditar, mas sim, onde a meditação nos leva. Meditando, atingindo o estado de não-mente, nos sintonizamos com a Fonte, com o Universo. Podemos nesse estado profundo, conscientemente “sair do corpo”. O que acontece é que o espírito é algo como um fluído energético então, o deslocamento do corpo é parcial, mantendo apenas a ligação corporal como por um fio energético. No momento em que saímos do corpo, podemos vivenciar novas dimensões atemporais, podemos receber curas, podemos ter consciência da nossa missão e de quem somos. Porém, isso não é adquirido meditando uma ou duas vezes. Chegar nesse estado de consciência do espírito e “viajar” por outros planos é algo que requer certa evolução espiritual. Requer em si, abandonar a armadura criada pelas crenças, supressões, repressões, medos e libertar-se do corpo, permitindo a entrega total. Meditando simplesmente talvez requeira muito tempo até conseguir e é por isso que existem outros meios de “limpar” toda a sujeira do passado e retirar a armadura que nos cerca, como o renascimento, que é uma das principais vivências que recomendo, pela sutileza e real efeito que possui; mas existem muitas outras e, com efeito, igualmente libertador.

Existem muitas formas de meditação. A mais simples é simplesmente sentar-se de forma alinhada, podendo manter ou não os olhos fechados e relaxar por completo, abandonando a mente. Não é tão fácil.  Quando você começa a mente parece assustada, ela manda mais e mais pensamentos e se você permitir, quando se der conta, estará no passado ou no futuro planejando algo. No agora a mente não existe – não existe pensamento. Porém, você não pode lutar contra seus pensamentos, não poderá dizer a si mesmo: “para de pensar!”. Para que a mente pare você deve aceitá-la primeiro. Você aceita o fato “existem pensamentos” – preste atenção: “existem pensamentos” – é um estado alerta, você está presenciando, como uma terceira pessoa o fato de existirem pensamentos na sua mente e você está consciente que você não é a mente. O que você não pode, é se deixar levar pelos pensamentos. Deve manter um estado alerta, os pensamentos estão aí, querendo ganhar você, mas você os aceitando, aos poucos eles vão diminuir, sua mente vai se entregar e então você desfrutará sua presença total e consciente, estará em contato com a Fonte. Existe também uma série de técnicas de meditação. Algumas também de forma inerte, mas fixando olhar em algo, como fogo, água, outra pessoa ou você mesmo diante de um espelho. Cada uma dessas técnicas leva você por caminhos diferentes, mas a um mesmo resultado. Existem também as técnicas dinâmicas de meditação, onde através de danças, músicas, mantras, respiração, e outros, levam você ao desligamento mental.

A pessoa que, portanto, é aberta espiritualmente, pode usar a meditação como um meio de equilíbrio do corpo, mente e espírito. A meditação alinha os chakras, regulando o corpo físico e energético, trazendo paz interior, deixando a pessoa presente, no agora. A meditação é o meio mais fácil de ser estar no Agora e como já mencionei anteriormente é no agora que criamos nossas vidas, é um estado consciente, liberto de passado, de crenças, de apegos. É um estado de potencialidade pura, onde em contato com o Universo podemos com sabedoria, direcionar e criar nossas vidas, sintonizados à nossa missão aqui na Terra.  Você é único, você está aqui por um propósito, sinta-o aquilo que você faz com amor e que o tempo passa e você nem percebe, pois é prazeroso, provavelmente é sua missão. Mas tenha em mente que outro grande aprendizado comum a todos é servir e amar ao próximo. Se o que você faz lhe traz felicidade beneficia o seu semelhante, tenha certeza que estás no caminho! Medite, se liberte, se conheça e trilhe seu caminho com plenitude e sabedoria.


Vinícius Casagrande Fornasier

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Use a energia a seu favor



Quem não gosta daquelas fases onde acordamos cheios de disposição, energia de sobra, realizamos inúmeras tarefas, saímos na balada e ainda assim, sobra energia? Esteja atento! Fazer mais do que estamos acostumados a fazer pode nos levar ao stress com conseqüente baixa da imunidade, o que vai fazer você parar, queira ou não. Algumas das conseqüências podem ser bem simples, como alguma virose, gripe, depressão,... mas pode também, levar a ocorrência um acidente devido tanto ao stress, como a demasiada ansiedade.

É comum existirem pessoas que tem grande quantidade de energia, conseguem fazer, processar muitas coisas ao mesmo tempo. A energia pode ser tanto mental como física, onde se enquadra atletas, que possuem grande energia física. Porém, tratando-se de um atleta, a energia está na verdade mais relacionada à resistência em si, que é adquirida com o treino constante e obviamente alimentação adequada. Mas tanto a pessoa que usa o físico, como aquela que usa o intelecto, ambas dispõe e utilizam a energia Universal.

A energia vital é o que nos move, nos mantém vivos. Não é em si o espírito. Toda a vida na Terra é ligada como uma teia de energia, ligada a algo maior, a Fonte, o Universo, que nos dá a energia de acordo com a nossa necessidade real. Falo necessidade real, porque podemos usar ilimitadamente a energia Universal, porém, ela deve ter uso adequado, em equilíbrio com nosso corpo, mente e espírito. Nós recebemos a energia Universal de acordo com nossa “ligação” à Fonte. Isso significa estarmos ligados a ela, sintonizados. A pergunta é: fazemos isso de forma automática? Sim e não. Na verdade é nosso pensamento que nos conduz a isso. O pensamento positivo, o pensamento para o bem, para o amor, automaticamente nos conecta a energia Universal. Quando estamos em equilíbrio com o corpo, mente e espírito, recebemos a energia Universal em abundância e a podemos utilizar de forma ilimitada, desde que seja para o bem comum e em equilíbrio.

Os desequilíbrios de ordem corporal se caracterizam pelo descuidado com o corpo físico, podendo ser a falta de exercícios, má alimentação, vícios e exageros. Os de ordem mental são graves, pois a conseqüência do desequilíbrio mental leva às doenças do corpo e desligamento espiritual. Devemos ser conscientes que não somos a mente. A mente é um mero “computador” que possuímos que coordena as funções vitais no nosso corpo e nos auxilia na lembrança, na memória. Alguns podem se perguntar: mas se não somos a mente, quem somos? Como sempre digo: somos um espírito que optou em vivenciar e evoluir através da breve passagem aqui na vida terrena, habitando um corpo físico, que é movido pela energia vital e nutrido de energia Universal. Não somos a mente e, portanto, devemos sempre olhar para nós mesmos como se fossemos uma terceira pessoa. É estar consciente, presente e se auto-analisando, sentindo o que sente e o que pensa, é se perguntar: o que estou pensando? Porque penso isso se posso ser diferente? Porque sinto raiva (e qualquer outro sentimento), se posso ser amoroso, posso perdoar? Quando adquirimos a consciência de terceira pessoa (nós como espíritos olhando para si mesmo – corpo e mente), mudamos completamente a forma de pensar e agir. Mesmo assim, a mente pode nos enganar. Quando estamos num “breve” equilíbrio, cheios de energia, o ego mental pode nos levar a querer fazer mais e mais. Passamos a realizar mais tarefas, assumir mais compromissos. Passamos a utilizar energia mais do que o corpo suporta ou então até que a mente não consiga mais processar e entre em caos, levando então ao stress. Mas para a pessoa que sabe que não é a mente, o desequilíbrio momentâneo pode ser superado facilmente através da consciência do erro e pensamento positivo na cura. Através do pensamento positivo e confiando no poder que ele tem mediante a resposta do Universo aos nossos pensamentos, podemos fazer milagres. Já o desequilíbrio espiritual é algo sutil e que nos parece sem tanta importância, mas é tão decisivo quando o mental. Por sermos entidades ligadas ao Universo, mas que, de certa forma, autônomas e com livre arbítrio aqui na Terra, devemos ser gratos por podermos estar aqui e ter essa “liberdade”. Um dos principais aspectos da espiritualidade é sermos gratos por estarmos aqui. E quantas vezes reclamamos por isso e por aquilo, criamos intrigas, discussões por coisas pequenas, quando outros indivíduos, nossos semelhantes não possuem nem lar, nem comida, alguns nem família. A gratidão é o primeiro ponto.  O segundo é a fé. Devemos confiar no Universo (ou Deus – de acordo com sua crença). O terceiro, mais importante e difícil, é a conexão com o Universo ou Fonte. A conexão em primeiro lugar vai depender da consciência que somos um espírito, ou como expliquei acima, a consciência da terceira pessoa. A conexão com a Fonte se dá no momento em que conseguimos desligar momentaneamente a mente. Pessoas espiritualizadas fazem isso de forma simples, às vezes com um breve respirar profundo, fechando os olhos e deixando o corpo sutil entrar e se conectar a energia Universal. Mas o caminho para isso não é tão simples, requer meditação ou outras vivências como renascimento, biodança e quaisquer outras práticas que levem ao desligamento da mente, equilíbrio e conexão com a Fonte. De forma mais ampla, o amor à vida, ao próximo, ao planeta nos conduz automaticamente a conexão com a Fonte.

A busca do equilíbrio deve ser constante, estando de bem ou de mal com a vida. Se não estamos bem, queremos esse equilíbrio. Se estivermos bem, a busca também deve continuar e isso significa estar alerta, para não darmos espaço a exageros desnecessários.  O equilíbrio, portanto, deve ser a nível corporal, mantendo uma alimentação saudável, bebendo (álcool) de forma moderada e praticando exercícios de acordo com sua condição, além da massoterapia, que pode ser feita de forma regular, trazendo ótimos resultados, além de liberar energias estagnadas (principalmente para pessoas que não praticam muitos exercícios físicos) e desligando você do corpo e mente por um momento, claro, se você permitir. Mental, procurando estar sempre consciente e alerta aos seus pensamentos, buscando sempre nutrir sua vida com pensamentos positivos, não permitindo que nenhuma preocupação ou negatividade invada você. A saúde mental depende também de deixarmos a mente em standby por um tempo, ou seja, ter práticas que podem ser desde esportes, mas principalmente vivências relacionadas a meditação e espiritualidade que façam você desligar e entrar em contato com você mesmo e à Fonte. O equilíbrio espiritual que se dá no momento em que você está em constante conexão com a energia Universal, em concordância com sua missão de vida, com seus ideais, com seu ritmo vital, com gratidão, fé e amor. Viva uma vida plena, completa, desapegada, valorize tudo que você possui, de atenção a sua família, seus filhos, seus amigos, seu companheiro (a) e nunca esqueça de você mesmo. Você é primeiro lugar, você é quem direciona a energia a todas as ações, sentimentos e pensamentos de sua vida - use-a a seu favor!



Vinícius Casagrande Fornasier 

domingo, 16 de maio de 2010

Desejo e desapego



Quais as diferenças entre a natureza e o ser humano? Do ponto de vista físico-químico não há diferenças; a composição básica é carbono, hidrogênio e outros elementos comuns. A nível energético também é semelhante. As células carregam milhões de informações e desde a germinação de uma planta ou a fecundação de um óvulo, já há uma organização única, como uma sinfonia. Temos que ter consciência de que o planeta é regido por uma força maior. Não é porque temos cérebro que nosso corpo funciona, já que uma planta germina, cresce, produz frutos e sementes e está não possui cérebro. O que nos diferencia da natureza é a informação. Temos a capacidade de reter, organizar e direcionar informações que é um campo mais sutil de energia. 

Nosso pensamento tem uma influencia sobre tudo ao nosso redor. Inicialmente devemos entender que somos entidades evoluídas que armazenam informações, que tem sentimentos, que pensam, que se emocionam, e isso tudo é energia. Somos entidades que habitam um corpo físico, que diferente de uma árvore que se alimenta de acordo com as condições de clima e solo, tem a opção de escolher os seus alimentos, mas que por sermos demasiadamente mentais e pouco sensitivos, não damos a atenção necessária ao nosso corpo. Imagine um computador sem software. Ele é apenas uma mera máquina sem serventia alguma. No momento em que você tem o software ele então passa a operar. Quando algum software é contaminado (vírus), então pode comprometer alguma parte física do computador. Não somos diferentes. Nosso corpo sozinho não é nada. No momento em que o espírito habita o corpo então ele passa a ter vida. Quando temos pensamentos negativos, quando temos sentimentos negativos, automaticamente isso contamina o corpo físico, causando a doença. Portando a doença não vem de fora, e sim de dentro, vem da energia dos nossos pensamentos (da falta de equilíbrio). O nosso corpo depende diretamente no nosso equilíbrio emocional, assim como depende de alguns fatores externos como a alimentação, ar e exercícios físicos. 

Todo pensamento que temos gera uma onda energética que se espalha ao nosso redor, que se difunde pelo Universo. A lei da atração diz que tudo que desejarmos de forma consciente ou inconsciente, atrairemos para nós. Isso inclui tanto pensamentos positivos, como negativos. Os filmes “Quem somos nós?” e “O Segredo (The Secret)” explicam claramente como funciona nosso corpo, mente e como nossos pensamentos são os precursores da criação da nossa vida. Os pontos que quero salientar são o desejo e o desapego. Todos nós temos desejos, desde os de sobrevivência (comida, lar, trabalho), até desejos supérfluos (dinheiro, coisas materiais). Focados em desejos materiais, muitas pessoas acabam esquecendo-se de coisas muito importantes que são essenciais às nossas vidas, como a espiritualidade, o amor, a família e principalmente, esquece de si mesmo. 

O apego é uma das maiores barreiras (para não falar doença) na vida de uma pessoa. Apego significa agarrar-se a algo, sofrer por esse algo, não querer abrir mão disso. O apego é o caminho contrário da vida. Observe a natureza. Os animais são desapegados. Um pássaro coloca seus ovos, alimenta quando recém nascido e uma vez que saiba voar o pequeno já vai à busca de seu alimento e a mãe não se apega. Sem falar em outros animais que apenas colocam seus ovos e deixam que a natureza se encarregue do resto. Na maioria dos casos, falando de mamíferos, uma vez que o pequeno é desmamado, toma seu caminho e independente de espécie, a questão é: existe uma naturalidade e uma ordem natural das coisas, livre de apego. Os apegos são humanos. As pessoas se agarram a muitas coisas. Existe apego a coisas materiais, levando as pessoas a buscar incessantemente riqueza material. Apego a opiniões, como por exemplo, quando um pai ou uma mãe desejam que o filho siga uma carreira que eles acham ser melhor, ou que siga o negócio da família, o que gera uma situação desagradável, levando muitas vezes a pessoa a seguir um caminho que não lhe agrada, que não se sente bem. Apego a pontos de vista, levando a pessoa a julgar, ser incompreensível, dura e fechada. Apego ao ego, onde a pessoa é agarrada ao status social, preconceitos, idéias. Apego a crenças, onde a pessoa segue de forma míope padrões impostos pela sociedade, pela família, escola, religiões, entre outros. Apego a outras pessoas (à família, a entes e amigos que morrem), um grande mal que traz sofrimento desnecessário que trava a vida de muitos. Quando estamos apegados a algo, simplesmente bloqueamos o curso natural das coisas. É uma atitude mesquinha, egoísta que não leva a nada. 

Existe um ponto comum entre desejo e desapego: O Agora. Como já comentei em artigos anteriores (http://vinifornasier.blogspot.com/2010/01/o-maior-presente-para-sua-vida-o-aqui-e.html), no agora não existe apego. O apego só existe no passado ou no futuro (expectativas). No presente só existe possibilidades, paz, silêncio, consciência e criatividade ilimitada. É no Agora que criamos nossas vidas, portanto entender como ser presente no Agora é muito importante. Podemos ter tudo que quisermos, porém devemos entender algumas coisas: Tudo que desejamos deve ser para o bem comum, ou seja, trará felicidade para você e a todos ao redor. A maioria nesse momento pensa em dinheiro, mas não é apenas isso que quero dizer. Darei um exemplo real: uma pessoa me procurou a alguns meses procurando respostas para seus conflitos e desesperos. Queria ser feliz no trabalho, com a família, queria ganhar bem, ter bons amigos, estudar, coisas comuns que todos desejam. Essa pessoa não se sentia capaz, achava que não era boa o suficiente, enfim, estava apegada a uma série de pensamentos limitantes que travavam sua vida. Recomendei o Renascimento (http://vinifornasier.blogspot.com/2010/04/renascimento-cura-atraves-da-respiracao.html) e após algum tempo (e várias conversas), essa pessoa resolveu fazer essa terapia com um profissional que indiquei. Passada algumas sessões e o resultado: essa pessoa passou a ser mais compreensiva com seus pais, passou a entender o ponto de vista das pessoas e isso trouxe harmonia em seu trabalho, entrou numa faculdade, começou a fazer algo que gosta muito, que é dançar e isso lhe traz felicidade. Essa felicidade traz equilíbrio a sua vida, harmoniza seus relacionamentos e a deixa serena, sem apego e sem desesperos. Quanto ao dinheiro? Começou a planejar seus investimentos, viver uma coisa de cada vez, e dar valor às coisas mais essenciais. O ponto importante a ser percebido da mudança dessa pessoa é: essa pessoa tinha desejos, porém era apegada a eles, o que a fazia sofrer. A partir de uma mudança, que foi o desapego de crenças e de tudo q ela desejava, ela passou a focar sua atenção no Agora e sua vida mudou por completo. 

Portanto, quando desejamos algo, devemos ter em mente que esse algo traga felicidade para você e a as pessoas que estão ao seu redor. Você deve sentir como se já possuísse aquilo que deseja, ou seja, você relaxa no Agora, permitindo que as infinitas possibilidades se manifestem de acordo com a ordem natural das coisas. Você deve ter bom senso e estipular um tempo médio para a conquista daquilo que deseja e ser desapegado do seu desejo. Isso significa manter um distanciamento do seu desejo. Por isso a importância de sentir como se já tivesse conquistado, que aquilo que quer só precisa um tempo para se materializar. É como se você tivesse certeza disso, mas ao mesmo tempo desapego do resultado. O melhor exemplo disso é o verdadeiro amor. Quando você ama, você ama em primeiro lugar a si mesmo. Amando a si mesmo, você transborda amor e pode então amar outra pessoa (quando se trata de relacionamento). No verdadeiro amor a palavra “apego” não existe. Existe apenas liberdade. Quando você ama assim, você tem certeza de seus sentimentos em relação a essa pessoa, ao mesmo tempo você está desapegado do resultado futuro – isso é o amor incondicional. No verdadeiro amor, no amor incondicional, você se sente feliz no Agora, independente de estar ou não com a pessoa com quem deseja compartilhar seu amor, você permite que o Universo crie sua vida, permite que novas possibilidades surjam. Portanto não se apegue ao resultado, o Universo pode estar reservando algo muito melhor para você. Apenas livre-se dos pensamentos negativos e dos apegos. Seja inteiro, seja presente e consciente de você mesmo agora. 

Praticando o desapego 

Tudo na vida são ciclos, fases e devemos entender que as coisas vão e vem, nascem e morrem, existem e desaparecem, mas sempre se transformam. Você escolheu estar aqui encarnado na Terra, com objetivos a serem alcançados. Existem espíritos que encarnam momentaneamente apenas para trazer amor ou a verdadeira compreensão do amor (e outros aprendizados) a um casal ou família e, atingindo os objetivos se vão, como é o caso de abortos, crianças e jovens que morrem prematuramente e, que na maioria das vezes quem fica não compreende e sofre pelo apego a elas. Entenda que a vida tem um propósito muito maior que imaginamos. Estamos aqui para aprender, evoluir e compreender muitas outras coisas. A maior lição que temos aqui é o amor. O resgate de relacionamentos começa em casa, na sua família. A família é o núcleo básico de relacionamentos, é onde o amor nasce, começa a compreensão e sabedoria para o amor verdadeiro. Enquanto não resolvemos nossos resgates kármicos familiares, não teremos um relacionamento verdadeiro com outra pessoa. Sempre carregará o espelho da ilusão. Você projetará na pessoa seus karmas familiares. Desapego começa em casa. Desapegue-se de seus pais, de seus filhos; todos nós viemos para ser livres, para seguir um propósito maior aceito por nós mesmos como espíritos. Viemos com talentos, dons únicos. Desapegue-se das crenças, dos pensamentos limitantes que apenas travam seu caminho sagrado, sua vida. Faça aquilo que gosta, aquilo que faz você vibrar. Desapegue-se da aprovação. Você não precisa de aprovação de seus pais, amigos e nem da sociedade. Se você ama o que faz, quando você ama quem está ao seu lado, automaticamente será feliz, terá aprovação, mas essa não fará diferença, porque você é feliz por si mesmo fazendo o que gosta, ou estando com quem ama. Valorize as pequenas coisas, aquilo que te faz bem, pessoas que te fazem bem, sinta como cada vez mais as coisas materiais vão perdendo valor. Quando você é desapegado das coisas materiais, você é mais feliz e terá muito mais riqueza, que começa pelo amor, felicidade e conseqüentemente aquelas coisas materiais virão sem nenhum esforço, porque não é o objetivo maior, porque você está desapegado delas. Jogue fora tudo aquilo que você já não usa mais. Doe! Você pode fazer muitas pessoas felizes. O segredo da riqueza é saber dar e receber. Faça uma lista das coisas que você mais é apegado, separe (recorte) item por item e queime um a um! Exercite o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que te aprisiona. Pratique o desapego e viva plenamente sua vida agora! 



Vinícius Casagrande Fornasier