quarta-feira, 23 de março de 2011

O renascimento em grupos




RENASCIMENTO

O que é Renascimento?


Conhecido como Rebirthing, Respiração Consciente ou Terapia da Respiração. O renascimento é uma terapia holística/transpessoal que utiliza de uma técnica de respiração consciente e circular. Consciente porque a pessoa apenas deve estar atenta à respiração, respirando de forma profunda e relaxada. Circular por não haver intervalos entre a inspiração e expiração. É um processo de transformação que leva você ao autoconhecimento, à cura física, mental e espiritual. 

Por que renascer?

Desde a concepção, trazemos uma série de traumas, padrões limitantes de pensamento e falsas crenças que nos desconectam de nosso Ser, do Universo e de nossa missão divina. Você aprende a controlar sua vida desde cedo, pelos seus pais dizendo a você o que deve e não deve fazer a hora e o que fazer; seus professores e a sociedade ditando regras e impondo limites a você; as religiões separando você de Deus e rotulando-o como pecador. O renascimento é o método mais simples de conexão de você consigo mesmo. Você se une à sua natureza, cura o fluxo da sua vida e trauma de nascimento, sua consciência é expandida, antigos padrões de comportamento desaparecem e doenças físicas são substituídas por saúde e jovialidade. Você libertará todo o lixo mental e se conectará intimamente ao seu Ser como nunca esteve desde o nascimento. 

A quem se destina o renascimento?

A todos que estejam buscando uma alternativa para viver feliz e abundantemente. A quem busca se descobrir e compreender o mundo. Para quem busca completude, confiança e responsabilidade. Àquele que quer se relacionar melhor, se libertar dos velhos padrões, aumentar a auto-estima, amor interior, saúde física e mental. As pessoas que trazem consigo seu trauma de nascimento, que têm suas vidas travadas, que sofrem de estresse, insônia, ansiedade e medos são diretamente beneficiadas pelo renascimento. Não é necessário nenhum conhecimento prévio, nem ter feito outras terapias holísticas. É uma técnica simples, fácil e qualquer pessoa pode fazer, obtendo grandes benefícios.


Como são as sessões? Quanto tempo dura o processo?


As sessões duram em média 2h. Podem ser feitas individualmente ou em grupo, sempre com o acompanhamento do terapeuta renascedor. Normalmente é feito algum trabalho corporal e/ou de relaxamento, depois o cliente se deita em um colchonete e começa a respirar. O terapeuta fica o tempo todo com ele dando todo o suporte para que ele possa se sentir seguro e confortável durante a sessão. O tratamento não tem um tempo fixo, varia conforme cada pessoa, mas é importante fazer pelo menos 10 sessões, uma por semana, pois é um processo cíclico de liberação emocional de memórias guardadas no subconsciente. 


Grupo de Renascimento: “O Despertar para a Abundância”


Como é renascer em grupo?


O renascimento em grupo é uma experiência intensa e maravilhosa. Respirando na presença de outras pessoas, emoções e lembranças são despertadas facilmente tornando o processo mais intenso e rápido. Além disso, renascer em grupo potencializa a cura e a libertação de problemas de relacionamento. No grupo há integração, confiança e amorosidade, o que possibilita ao participante total entrega ao processo. A pessoa que participa do grupo de renascimento tem primeiramente uma sessão particular com o renascedor, visando relatar seus problemas e anseios, trazendo informações sobre a concepção, nascimento, infância, perdas, doenças hereditárias e demais informações pertinentes ao processo. Os grupos são de 6 a 12 pessoas, de acordo com a programação e disponibilidade dos renascedores. 

INFORMAÇÕES:

Data de início: conforme programação 

Previsão: 10 sessões (semanalmente – dia da semana a escolher)

Data de Término: conforme programação (2 meses e meio em média)

Local/Horário: a decidir. Atendemos em Bento Gonçalves e região (os grupos podem ser feitos em cidades vizinhas ou mais distantes quando workshop - imersão)

Outras informações: consultar  Vinícius

Vinicius Casagrande Fornasier  vinifornasier@gmail.com  (Renascedor, Mestre Reiki, Terapeuta Xamã, Especialista em Educação)

QUER SABER MAIS SOBRE A TÉCNICA? 
Confira os demais artigos no blog:



domingo, 13 de março de 2011

Compreendendo a morte




Hoje falarei sobre um assunto que mexe com muitas pessoas: a morte. A palavra morte é motivo de medo e sofrimento para muitos, quando na verdade deveria ser encarado como algo belo. Não é exagero de minha parte chamar a morte de bela. Deixarei bem claro para vocês como podemos encarar a morte e o desapego de uma forma tranqüila.

Um dos motivos de a morte causar medo e sofrimento nas pessoas é a crença materialista. Significa ser apegado ao mundo físico. É não aceitar e compreender que somos um espírito que possui um corpo aqui neste planeta e que escolhemos fazer uma breve experiência e adquirir aprendizados, assim como cumprir nossa missão e evoluir. A pessoa que não aceita ou não acredita que exista “vida após a morte” (um termo muito incorreto por sinal – pois somos imortais), vive o medo e urgência de morte. O que temos é uma “passagem” pela Terra, onde podemos escolher viver ou não. Que quero dizer com isso? Que muitas pessoas vivem, porém é como se estivesse mortas. Podemos chamar de vida alguém que vive inconscientemente, que prega por ódio, rancor, violência, julgamentos, inveja e medo? Podemos chamar de vida para àqueles que vivem no passado ou nas expectativas futuras? Essas são as pessoas que mais sofrem e tem medo da morte. Elas vêem uma pessoa partindo e choram desesperadamente. Choro? Tristeza? Ou ilusão e drama? Elas vêem uma pessoa partindo e choram por não ter dito que amava ou por se arrepender de algo que não disse ou por sentir pelas palavras duras que disse no passado. As pessoas vivem inconscientemente, deixando um rastro de coisas incompletas para traz – um rastro kármico. Quem olha sente até pena. Irônico, não? O que ocorre é um breve momento de consciência pela “vida morta” que ela tem. Então bate o arrependimento; você lembra como a pessoa era boa ou, lembra-se das coisas que queria ter dito e não disse ou, das desculpas que queria ter pedido e não pediu e agora ela se foi. Um monte de drama que simplesmente não trará a pessoa de volta, não fará você esquecer as lacunas incompletas do passado – de nada adianta, se você vira as costas e continua apontando o dedo. Pessoas com um grande ego são pessoas vazias, dramáticas e sentimentalistas. Existe uma grande diferença entre uma pessoa emotiva para uma sentimentalista. A emotiva sente, a sentimentalista pensa que sente. Ou seja, coração x mente. A mente é apenas o ego – o sentimentalismo é o ego se protegendo; “assim terão pena de mim”. O ego sempre busca proteção – ele faz drama, sentimentalismo, manipula, mente e assim, conquista alguns cegos.

O segundo motivo do medo de morte é justo a crença da urgência de morte. Você morre porque seu cérebro foi programado com a idéia que a morte é inevitável. De acordo com Unmani (1998), o impulso inconsciente de morte nada mais é que o desejo da volta ao útero, que também pode ser fortalecido pelo trauma de nascimento, rejeição dos pais e mais tarde ensinado que a morte é inevitável. Algumas religiões também pregam que somos separados de Deus e que os bons vão poder estar ao lado de Deus e os maus irão para o inferno. Quanta besteira! Primeiro: não tenham duvida, o “inferno” é aqui na Terra (explicarei na sequência). Segundo: não somos separados de Deus – somos todos parte de Deus, está dentro de nós e conectado a uma teia infinita – somos a expressão de Deus. Deus é vida e amor. A semente brotando é Deus, você é Deus. Religioso é quem acredita que Deus está dentro de si mesmo. Estou apenas usando a palavra Deus como sinônimo, já que a maioria faz parte de alguma crença religiosa. Para mim pode ser chamado de Amor, Existência, Divino, Universo, Grande Mistério, entre outros. Se somos Deus, somos criadores. E somos sem dúvida, criadores de nossa realidade – criamos nossas vidas de acordo com nossos pensamentos. A pessoa desconectada de Deus, que vive inconscientemente, com um ego lotado de crenças e limitações, também é criadora. Ela cria miséria, ódio, raiva, medo e sofrimento. A pessoa consciente tem fé, ela compreende que faz parte de um plano maior – do Universo. Ela compreende que fé é acreditar, de forma positiva e incondicional. Ela confia, ela é total – ela vive no presente repleto de amor, verdade e simplicidade.

Outro motivo do medo de morte é a incompreensão do mundo espiritual. Quando a pessoa nasce, ela esquece completamente de sua missão e de onde veio – também chamado de véu do esquecimento na filosofia espírita. Há um propósito para isso. Por que querer viver coisas de outra vida se mal consegue viver desta? É possível sim acessar outras vidas, os diversos planos astrais, portais, planetas e dimensões paralelas. Como? Vivendo consciente. Quando expandimos nossa consciência e nos livramos de todo lixo depositado no nosso subconsciente (crenças, limitações, medos, supressões e repressões) e vivemos presente no aqui e agora, então entramos em contato com a teia universal – sentimos como estamos conectados, como não estamos sós aqui na Terra, como fazemos parte de um plano que escolhemos estar – e então, se é sua missão, seu dom ou, se você é um buscador de si mesmo, você pode acessar tudo isso! A permissão é você quem dá. A única regra é fazer o bem sempre. Se você acredita e confia em si mesmo – mas falo aqui de amorosidade e não de razão, então, pode fazer grandes mudanças pessoais, pode se transformar, se libertar do medo e das correntes que o aprisionam na inconsciência. Já ouviram a frase “Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia”? Ou que “morte é ressurreição”? Certíssimo, porém mal interpretado. Prefiro dizer: “Jesus fez a passagem para o mundo espiritual”. Poderia também usar a palavra “renascer”. Sabe-se muito bem que não é privilégio de Jesus ter aparecido para seus discípulos. Existem inúmeros relatos de pessoas que tem contato com espíritos – isso é muito claro e verdadeiro. Porém, não é possível vê-los com os olhos e nem ouvi-los com nossa audição. É totalmente intuitivo. Alguns então pensam: “tudo baboseira de maluco” ou “isso não existe”. Voltamos ao ponto inicial: Deus está dentro de você? Pois se está, você sabe que o contato com o mundo espiritual é verdadeiro. Se você não acredita nisso, está separado de Deus. “Eu acredito em Deus, mas não acredito em espíritos”. Novamente: “Jesus ressuscitou no terceiro dia”. O que aconteceu de verdade aí? Os discípulos viram o espírito de Jesus e perceberam a imortalidade do espírito. Jesus Cristo também não precisa ser visto como o “garoto da Igreja Católica” e nem como “objeto” para atrair crentes em outras doutrinas limitadoras. Ele é sim um ser iluminado que esteve na Terra para dar seu recado de amor, compaixão e perdão às pessoas. Até os últimos 2011 anos, acho que poucos entenderam – também não entendem porque ele se manifestou aos discípulos. O motivo era justamente provar como o amor é eterno e incondicional, provar a imortalidade. Ele é também não é o único. Existem muitos seres iluminados que viveram entre nós, como Buda, Osho, Sai Baba e outros avatares ainda vivos entre nós – mas são apenas alguns importantes, pois existem milhares de pessoas que fazem o bem neste planeta.

Como é o mundo espiritual e como fazemos a passagem ao se libertar do corpo físico?

No mundo espiritual não existe tempo e espaço, não existe mente e ego – apenas consciência pura. Como aqui no mundo físico, no mundo espiritual temos uma família e a relação é puramente de amor. Não existe medo ou inveja, ou raiva e sofrimento. Por isso é relatado por muito como céu ou paraíso. É chamado assim por parecer utópico ou surreal. As crenças são tão fortes por aqui que as pessoas não acreditam num mundo onde haja amor e consciência infinita. A experiência terrena é que é surreal! No mundo espiritual não existe tempo, por tanto não há horas, não há passado nem futuro. A experiência do tempo acontece no plano físico. Aprender a conviver com o tempo e com a matéria, assim como com a gravidade é algo desafiador e por isso encarnamos sem nenhuma lembrança do mundo espiritual. O planeta Terra seria muito tranqüilo e feliz se os homens não tivessem dado espaço ao ego. A conseqüência do ego é toda a negatividade que vemos ao nosso redor – criada a milhares de anos e que levou a uma constante reencarnação na tentativa de evoluir, perdoar e melhorar. Imagine o seguinte: você como espírito vem com a missão de promover a paz. Na concepção seu pai já o rejeita, enquanto feto alguns familiares julgam sua mãe, você então sente sofrimento, dor, medo e então pensa: que mundo é esse? Aí nasce sente medo, frio, separam você da mãe, obrigam você respirar, a escola e a sociedade o ensinam uma porção de “regras”, “que isso pode aquele outro não”, condenam a sexualidade, condenam a inocência, mas então, que mundo é esse? Aí você se esquece completamente do motivo pelo qual nasceu e continua a viver inconscientemente – promovendo a paz? Não! Então você cresce, não perdoa o pai, briga com a mãe, inveja o vizinho, trai o seu companheiro, rejeita seu filho que está para vir e assim continua o ciclo e então chega o momento da sua morte. Você chama de morte, mas nunca viveu! Você viveu morto e nem percebeu e agora bate o desespero – o medo da morte. Você quando está próximo da morte percebe a vida inconsciente que levou – tanta luta, dureza, confusão e para quê? No que resultou você brigar com os pais, invejar o vizinho e rejeitar seu filho?  Que adiantou você trabalhar como louco, esquecendo de você mesmo e das pessoas ao seu redor, apenas para acumular coisas materiais, dinheiro e bens. Agora você morreu. Vai levar algo talvez? Então no meio de tudo isso existe além da separação da pessoa de Deus, o apego. A pessoa vazia e inconsciente precisa se apegar a algo – é como um vício ou doença. Você fica dependente, quer mais, não aceita perder – e então você morre.

O que ocorre então para quem viveu inconsciente, é que o apego e inconsciência continuam, as crenças continuam o afastamento de Deus continua – esse é o inferno! A pessoa ficará aqui, presa na Terra, apegada ao sofrimento, aos apegos, à materialidade. Ficará vagando, promovendo mais sofrimento às pessoas pela obsessão. Isso não é privilégio de bandido não – há até mesmo os que se dizem “religiosos” vagando por aí – por quê? Porque não acreditam no mundo espiritual. São tão apegados à materialidade que não aceitam que exista uma nova vida após a “morte”.  O ego enraizou tanto na alma da pessoa, que ela ficou cega, ela não enxerga ajuda, não aceita ser ajudada – o orgulho é enorme. Então, talvez com a ajuda de alguma pessoa que tenha um coração puro, encontre uma luz – aí que ocorrem as manifestações de espíritos. Espíritos debilitados, necessitados e desesperados. Quando aceitam ajuda, então são encaminhados com a ajuda de guias espirituais para um lugar comparado a um hospital – só que de almas. Lá ele será conscientizado da ilusão do ego, será curado, libertado da negatividade e encontrará a si mesmo – verá tudo que viveu, o que aprendeu e então uma vez que encontre novamente o amor pura e a plena consciência da alma, é encaminhado para o portal do mundo espiritual, onde encontrará novamente sua família espiritual e viverá em paz e harmonia, podendo novamente, de acordo com o merecimento, intenção e permissão, retornar a encarnar para reaver de sua missão incompleta. O problema é que vários vêm com muitas coisas incompletas e continuam criando novos karmas – assunto para renascimento! 

Mas e quanto às pessoas do bem? Quando uma pessoa vive para promover o bem, a paz, o amor então é muito mais tranqüilo. Uma pessoa que se liberta do medo de morte, compreende a espiritualidade e crê em Deus, não há nada a temer. A morte será encarada como uma passagem, como algo belo, como transformação – não haverá sofrimento, pois há a consciência da sua participação no plano cósmico, ela entende que o apego é desnecessário – ela transcende a mente, se liberta do ego – não há o que temer porque não tem quem o tema – o ego se foi – restou a consciência e inocência. Eu já tive a oportunidade de ver duas pessoas neste estado antes de fazerem a passagem. Uma delas minha avó que morreu neste final de semana. Na última conversa que tive com ela no hospital ela demonstrava total confiança em Deus, ela havia transcendido a mente e ego – o medo e sofrimento haviam desaparecido. Minha avó sempre foi uma pessoa do bem. Ela me ensinou a ouvir, a ter paciência, perdoar e amar. O medo que ela tinha algum tempo antes era de não ter concluído sua missão – trazer a paz. Certamente, através das minhas orações e meditações, consegui provar a ela que continuarei isso por ela. Ela há alguns tempos havia me pedido isso. Era preciso sentir isso e não apenas responder sim. A passagem dela para mim foi um momento de alegria – pois tenho certeza que ela está feliz, tranqüila e já junto a nossa família espiritual. Essas palavras sobre ela foram parte de meu discurso antes de seu enterro.  O padre Ciro, que por sinal fez uma bela missa e que sempre gostou muito de minha avó, esteve presente com ela um dia antes de sua passagem e relatou: “eu estou pronta, só quero sua benção”.

Sem dúvida emociona a qualquer um – mas é importante salientar que devemos buscar estarmos prontos agora! Pare de viver morto, de viver inconscientemente. A morte é apenas uma ilusão. Liberte-se dos medos, renasça e viva abundantemente, viva presente no aqui e agora. Vivemos tão pouco tempo aqui na Terra... Pare de criar confusão. Acabe com as desavenças familiares, aprenda a perdoar, abra seu coração para o amor divino, purifique-se espiritualmente. Quando você compreende e transcende a morte, você se sente imortal, vive intensamente, com confiança, amor e consciência. Valorize as pessoas ao seu lado, aprenda a ouvi-las, dedique parte de seu tempo às pessoas que ama, busque o autoconhecimento, o amor interior e sinta-se vivo e completo.

Vinícius Casagrande Fornasier

Obra Consultada
UNMANI, M. P., NISHKAM, Sw. B.. Rebirthing – O Novo Yoga. Editora Pensamento, 1ª edição. 1998.


Comentário da Carta do Tarô Zen de Osho: o XIII arcano maior do tarô zen é a carta da "morte" para alguns tarôs. É aqui chamada de "transformação". É aceitar que em determinados momentos da vida devemos encarar as mudanças e não precisamos pensar isso como morte literal, mas como a morte do ego. Transformação é ilumina-se e tornar-se consciente, é liberta-se da mente como indica a espada quebrada, romper com os condicionamentos como sugere a corrente rompida, transcender e mutar como sugere a serpente e renascer das cinzas como sugere a Fênix. Transformar-se é reconhecer seu eu e permitir ser inocente e confiante como sugere a flor de lótus e acima de tudo equilibrado como o símbolo do ying e yang sugere. Essa é minha interpretação e é a carta que mais representa a compreensão da morte - vista como transformação pelo Zen. 


Vinícius C. Fornasier - Tarólogo, Terapeuta Holístico e Transpessoal

quarta-feira, 9 de março de 2011

Liberte-se do espelhamento nos relacionamentos



O tema de hoje é bastante pertinente à realidade atual dos relacionamentos afetivos. Como visto nos artigos anteriores (da série relacionamento, amor e liberdade), o autoconhecimento e o amor próprio são fundamentais para relacionar-se em amor. A compreensão da solitude, desapego e liberdade são de extrema importância para não vivenciarmos relacionamentos kármicos. Quando falo de “kármico”, me refiro a vivenciarmos um passado mal resolvido, podendo incluir o karma familiar e o karma do seu parceiro, o que é chamado de espelhamento ou também projeção.

Espelhamento é, portanto, uma troca de karmas entre duas pessoas. Um exemplo disso é quando um casal tem algo mal resolvido com relacionamentos anteriores, incluso a própria família (pais principalmente). Se um dos parceiros tiver uma ausência paterna, por exemplo, a tendência é buscar inconscientemente um parceiro que supra essa ausência, criando assim uma dependência e apego ao outro. Um espelhamento semelhante é quando a pessoa tem um pai ou mãe agressivos, levando o companheiro, mesmo que normalmente calmo, despertando nele a agressividade. São padrões de espelhamentos inconscientes. É preciso entender que ambos possuem isso. Significa que se a mulher tem um pai agressivo o seu companheiro possui o mesmo padrão, mesmo que seja inconsciente (vidas passadas ou karma familiar). É como um quebra-cabeça – é preciso ter o encaixe para as peças se acoplarem. Outro padrão muito comum é o de insegurança, causado por vários motivos desde a concepção (uma rejeição dos pais), nascimento (parto cesáreo principalmente), até a primeira infância e adolescência (rejeição por amigos e colegas de escola) e, de acordo com a educação, afetividade dos pais, entre outros fatores, levam a pessoa a ser desconfiada, ciumenta e apegada. Isso também gera a traição, pois existe o medo de mudança (de terminar o relacionamento), porém, existe um enorme desejo de conhecer outras pessoas, mesmo que seja apenas a nível carnal (falarei sobre esse assunto mais adiante em outro artigo). O espelhamento nada mais é que uma ilusão de si mesmo e do outro. A tendência é um julgar o outro, apontando o dedo um ao outro com cobranças infindáveis. É aqui que surge o controle, possessividade, ciúmes, desconfiança e outros mais. Cria-se também a ilusão de si mesmo, onde limitado pelo ego, a pessoa julga ser dona da razão, não enxerga os próprios erros e fraquezas e claro, se protegendo, exigindo que o outro mude e assim, vice-versa. Atualmente na sociedade, muitos relacionamentos estão ruindo devido a isso. Não há mais como viver relacionamentos à moda antiga. Ambos precisam ser independentes, ambos precisam ter vidas próprias, sem depender de alguém. Há também, muitos casos de relacionamentos mal acabados. Quando um relacionamento termina é preciso compreender a lição disso. Na maioria dos casos são relacionamentos kármicos, portanto, ao terminar a relação, sempre há raiva, apego e sofrimento. Quando isso não é superado, perdoado e compreendido (como uma lição, para amadurecimento), então a pessoa carrega isso adiante e espelha no próximo relacionamento, o que significa que você sempre vai encontrar pessoas com os mesmo padrões e isso vai virando uma bola de neve e tornando você cada vez mais vazio. Você tem que parar! Se quiser a libertação disso, o caminho é a solitude, é o amor, o perdão e a compreensão de si mesmo.

Pessoas que tem padrões de espelhamento, também podemos dizer que são imaturas. O termo imaturidade pode ser amplamente discutido e conceituado, porém aqui falo de maturidade emocional. Penso que quando maior o autoconhecimento, maior a maturidade. O autoconhecimento começa muito cedo, ainda na infância. Se a criança não tiver uma infância feliz, brincando e vivendo como criança, além de desenvolver a noção de responsabilidade e individualidade (desapego dos pais), nesse momento poderá vir a desenvolver “pendências” emocionais. Exemplo disso é uma criança que tem pais ausentes e sofre na infância, levando a pessoa na vida adulta ser muito séria, desconfiada e medrosa. A criança que constantemente ouve “não” dos pais também pode perder completamente a noção da “descoberta”, do experenciar, da inocência, fazendo com que na vida adulta seja insegura, passiva, sem motivação e autoridade. A todos os exemplos também pode ocorrer de a pessoa na vida adulta ser o aposto das fraquezas, que nada mais é que a proteção do ego (pessoas autoritárias, orgulhosas, invejosas, controladoras, etc.).  O mesmo na adolescência – o jovem não “vive” a fase, não vivencia o que há para ser vivenciado e então se criam “pendências”. Exemplos disso são jovens que começam a trabalhar muito prematuramente ou também, namorar muito cedo e perdem a fase do “experimentar” (conhecer pessoas, fazer festa, etc.) o que faz a pessoa chegar à vida adulta com dúvidas, inseguranças, desejos de experimentar coisas que não vivenciou e enfim, a isso chamo de imaturidade. Podemos dizer que existem pessoas com 40 ou 50 anos que ainda possuem uma maturidade de 18 anos (a nível emocional), assim como jovens de 18 a 25 anos que podem ter uma maturidade de 40 (a nível profissional, por exemplo). A questão “maturidade” é bastante complexa, mas não é apenas a “vivência” da pessoa. Ter já vivido 30 ou 50 anos não quer dizer que a pessoa é madura. Maturidade na minha percepção é quando a pessoa tem uma busca constante pelo autoconhecimento e mais que isso, é consciente de si mesmo, dos erros – é a pessoa que quer sempre melhorar e mudar. É preciso para ser maduro, além de conhecer o mundo (que nos cerca de infinitas possibilidades e inúmeras experiências), conhecer a si mesmo, conhecer seus limites, saber o que gosta e o que não gosta, conhecer suas virtudes e defeitos e ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. É preciso saber sentir, aprender com cada experiência, expandir a consciência e nunca suprimir a uma dor ou sofrimento devido a alguma derrota ou decepção – tudo é aprendizado – tudo que ocorre em sua vida são oportunidades de evoluir – não as desperdice!

E como podemos nos libertar da ilusão, dos karmas e dos espelhamentos nos relacionamentos? Como posso amadurecer e desenvolver o autoconhecimento? Voltemos ao ponto inicial! Amor a si mesmo, solitude, liberdade. O que surge na mente de muitos é: “mas como farei isso?” ou também: “isso não é fácil, eu não consigo”. Ok. Não é tão fácil assim mesmo. O que torna as coisas difíceis é a nossa mente. A mente constantemente tenta nos enganar e temos medo do desconhecido, medo de se libertar daquilo que é conveniente ou cômodo, na qual já somos acostumados e sabemos o caminho. Mas como diz meu mestre Osho:

A sociedade lhe ensina: "Opte pelo conveniente, pelo confortável. Opte pelo caminho batido na qual seus antepassados, desde Adão e Eva, já caminhavam. Essa é a prova - tantos milhões de pessoas já o percorreram, não pode ser o caminho errado."
Mas lembre-se de uma coisa: a multidão nunca passou pela experiência da verdade. A verdade só aconteceu a indivíduos. Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar! Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.

Seguir o coração é sempre é melhor alternativa. Claro que uma vida dura e reprimida pode bloquear o acesso ao coração e à intuição. Mas para isso existem muitos meios. Não estamos sozinhos, e melhor que isso, estamos num mundo de possibilidades, portanto, podemos recorrer a vários meios, como terapia por exemplo. O renascimento é um dos recursos mais eficazes para libertação e autoconhecimento. Curar o karma familiar, libertar-se dos velhos padrões, da pessoa que se foi, perdoar e amar a si mesmo são fundamentais. É um caminho para ser feito só – em solitude. É necessário querer e acreditar. O planeta precisa de pessoas “completas”, livres e com amor próprio. Relacionar-se em amor só acontece em liberdade. Livre-se dos véus da ilusão, vença o medo e a miséria – liberte-se e viva amorosamente sua vida e então, opte em dividir seu amor e felicidade com alguém igualmente iluminado, para que vivam de forma interdependente, apenas enriquecendo um ao outro com amor, confiança e liberdade.

terça-feira, 8 de março de 2011

Ao dia da mulher





Que mania dos homens tentarem entender as mulheres
Não existe lógica nem padrão comum
O que resta então?
Sentir!
Na maior parte das vezes nos resta o silêncio
Porém, o verdadeiro silêncio
Apenas acolher, ouvir, dar carinho
O mundo atual é repleto de ilusões
E quem mais sofre com isso são as mulheres
Que muitas vezes iludidas ou enganadas sofrem
Sejamos mais verdadeiros
Que a verdade e sinceridade sejam valorizadas
E que haja permissão para o amor tomar seu espaço
Deixando de lado a mente julgadora e ilusória
E permitindo Ser [...]
Que homens que mulheres unam-se a uma causa comum
O amor interior, solitude
Para que tenhamos relacionamentos verdadeiros
Repletos de amor, verdade e liberdade
Solidificados em confiança e devoção
Permitindo que o outro seja
Para que acima de tudo, sejamos felizes
O mundo precisa de pessoas que conheçam a si mesmas
Que valorizem a si mesmas e busquem o amor próprio
Relacionar-se em amor só acontece em liberdade.

Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia!

Vinícius Casagrande Fornasier